Florianópolis deve criar medidas de segurança após ataque a creche em Blumenau; veja quais

Em reunião nesta quarta-feira (5), prefeito Topázio Neto (PSD) se reuniu com forças de segurança para debater melhorias nas escolas

Maria Fernanda Salinet Florianópolis

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Florianópolis deve adotar novas medidas de segurança nas escolas após o ataque a creche em Blumenau, que deixou quatro crianças mortas, nesta quarta-feira (5).

PM intensifica rondas nas escolas de Florianópolis após ataque em Blumenau – Foto: PMSC/Divulgação/NDPM intensifica rondas nas escolas de Florianópolis após ataque em Blumenau – Foto: PMSC/Divulgação/ND

O prefeito Topazio Neto (PSD) realizou uma reunião de emergência com órgão de segurança do município no final da tarde. As Polícia Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros, Secretarias de Segurança Municipal e de Educação de Florianópolis discutiram ações para reforçar o controle e monitoramento nas unidades de educação.

Entre as medidas, estão a linha direta entre comunidade escolar e forças de segurança e a criação de um protocolo de detecção de sinais, para treinar professores e a comunidade escolar. Segundo a prefeitura, um grupo de especialistas também vai estudar medidas como botões de emergência e alarmes sonoros nas escolas.

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A prefeitura decretou, ainda, ponto facultativo nesta quinta-feira (6), ou seja, não haverá aulas, e realiza uma varredura nas estruturas de grades e de acessos às escolas para verificar a segurança e, assim, adotar melhorias.

Segundo a Câmara de Vereadores, um projeto de lei de 2019, que fala sobre equipamentos de segurança nas escolas, do vereador Claudinei Marques (Republicanos), será desarquivado.

No texto ele propõe exigência de documento com foto para controle de acesso em unidades escolares, bem como manter os portões fechados sempre que possível e ter vigilantes em seus acessos. Outro ponto seria a implementação de detectores de metais.

Prazo para implementação

O consultor em segurança pública, Eugênio Moretzsohn, afirma que as medidas são pertinentes e acredita que, em 90 dias, seria possível “diagnosticar todas as escolas municipais, capacitar a comunidade escolar, decidir quais equipamentos seriam utilizados e realizar as encomendas no comércio”.

A prefeitura de Florianópolis foi procurada para comentar o prazo de implementação e falar as medidas de segurança que existem atualmente, mas não retornou até o fechamento deste texto. O espaço está aberto.

As instalações desses equipamentos numa unidade escolar demoram de uma a duas semanas, de acordo com o especialista.

Ele sugere também a estruturação de um Núcleo de Segurança da Escola, a exemplo das CIPAs (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

“Esses núcleos ajudariam a direção a pensar sobre a segurança escolar, manteriam um canal de comunicação com as forças policiais e promoveriam a disseminação da Cultura de Segurança por toda a Comunidade Escolar”, detalha Moretzsohn.

O consultor lembra que “cada escola é um paciente diferente e, por isso, a importância de diagnosticá-la individualmente com profissionais qualificados para conhecer as necessidades dela”.

ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.