‘Foi a primeira vez’, diz família do ‘Hipster da Federal’, morto após surto psicótico

O velório e sepultamento de Lucas Soares Dantas Valença ocorreu na manhã desta sexta-feira (4), no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília

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Redação ND Florianópolis

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Investigações acerca do que motivou o policial federal Lucas Soares Dantas Valença, de 36 anos, a invadir uma casa no Povoado Santa Rita, em Buritinópolis (Goiás), na noite de quarta-feira (2), apontaram, preliminarmente, que o “Hipster da Federal” sofria de depressão.

Lucas Valença era considerado o “hipster da federal” – Foto: Reprodução/Record TVLucas Valença era considerado o “hipster da federal” – Foto: Reprodução/Record TV

Até o momento, os policiais responsáveis pelo caso já conseguiram montar uma sucessão de eventos que levaram Lucas à morte. Ele foi atingido por um tiro abaixo do peito, e não resistiu ao ferimento.

O portal Metrópoles teve acesso aos depoimentos prestados sobre o caso. Segundo o noticiário, Lucas estava curtindo o feriado de carnaval em uma propriedade da família, em Mambaí. Na segunda-feira (28), ele saiu para caminhar na região, mas teve um surto e não achou o caminho de volta.

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Sem seu celular, Lucas vagueou até as ruas de Buritinópolis, quando apareceu gritando, por volta das 23h, em frente a uma residência. O proprietário do imóvel, Marcony Pereira dos Anjos, estava dormindo com sua esposa, Natália Batista Silva. A filha do casal também estava em casa.

O policial, que estava desarmado, começou a ameaçar a residência, dizendo que o demônio se encontrava ali. O casal acordou com os gritos, e relatou que, momentos depois, Lucas teria ficado em silêncio por 20 minutos. O casal voltou a dormir, pois achou ter se tratado de uma briga de rua.

Inicia a confusão

Lucas quebrou o silêncio, e começou a rondar a casa novamente. Natália foi acordada e alertou seu marido. Na mesma hora, o homem foi ao quarto ao lado para pegar sua espingarda.

Lucas então começou a ameaçar a família de morte caso ninguém abrisse a porta para ele. Marcony alertou que estava armado, mas o policial não desistiu, e desligou a energia elétrica da casa. Segundos depois, ele conseguiu romper os cadeados e arrombar a porta da residência.

Foi nessa hora que Marcony disparou a arma. Após a ocorrência, a família foi levada para a delegacia de Posse, onde Marcony foi preso por posse ilegal de arma. O homem pagou fiança e foi liberado.

Marcony não foi autuado por homicídio, pois o delegado plantonista, Adriano Jaime Carneiro, entendeu que ele agiu em legítima defesa.

O inquérito do caso segue em andamento, sob responsabilidade do delegado Alex Rodrigues, de Alvorada do Norte.

Surto psicótico

Para a família, foi a primeira vez que Lucas demonstrou estar assim. “O Lucas estava passando por uma depressão, iniciada na pandemia. Ele era conhecido por ter o coração gigante. Cuidava de animais, era extremamente sensível e muito querido na polícia”, contou a advogada da família ao Metrópoles.

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