O homem suspeito de atropelar e matar o policial militar rodoviário de Blumenau, no Vale do Itajaí, cabo Alexandre Maciel, foi beneficiado há pouco mais de um mês com a saída temporária da prisão. Segundo a Polícia Militar, Eduardo Coimbra, de 26 anos, condenado por diversos crimes, foi identificado como o motorista do carro que atingiu o policial na noite deste domingo (24) em Massaranduba, região Norte, e fugiu do local.
De acordo com a PM, suspeito de atropelar e matar policial em Massaranduba é foragido do Presídio Regional de Blumenau – Foto: Arte NDDe acordo com as informações do DEAP (Departamento de Administração Prisional), Coimbra é considerado foragido do Presídio Regional de Blumenau. Ele deixou a prisão no dia 17 de março deste ano em saída temporária concedida pelo Poder Judiciário e não retornou.
O suspeito do envolvimento no caso do policial militar rodoviário foi preso pela Polícia Civil de Blumenau no início de 2017. A prisão ocorreu na operação batizada de Taquaruçu quando quatro pessoas acabaram detidas. O trabalho teve cobertura da NDTV.
SeguirCoimbra já foi condenado a 21 anos e 7 meses de prisão por roubos, receptação e organização criminosa. Cumpriu, até agora, cerca de 6 anos da pena. Segundo a PM, o homem também tem passagens policiais por extorsão e tráfico de drogas.
Saída temporária
O benefício é um direito previsto da Lei de Execução Penal, que todo o preso do regime semiaberto tem. A liberação para deixar a unidade prisional por sete dias é feita pelo Poder Judiciário, considerando vários aspectos como, por exemplo, bom comportamento. Cada preso tem direito até quatro saídas por ano.
Policial foi atropelado por motorista em fuga na SC-108 – Foto: Ricardo Alves/NDTVRevolta da família e amigos
A dor de uma família e dos amigos por uma morte trágica é imensurável. Esposa, mãe, filhos, e tantos outros, choram nesta segunda-feira (25). A despedido do cabo Maciel é marcada por emoção e revolta. Os familiares, amigos e colegas da vítima lamentam o ocorrido e pedem por justiça.
Enquanto isso, a legislação penal brasileira segue com benefícios para quem comete crimes. O preso deixa a cadeia e a sociedade é quem fica refém da insegurança. A ressocialização de detentos é necessária, mas não às custas do perigo que a sociedade é obrigada passar com criminosos soltos nas ruas.
Alexandre Maciel era policial rodoviário e atuava há 10 anos em Blumenau – Foto: Divulgação/Internet/ND