Um grupo das forças de segurança de Santa Catarina embarcou, no início da tarde desta quarta-feira (10), para São Paulo com o objetivo de acompanhar o retorno da criança de 2 anos estava desaparecida em São José e encontrada no estado paulista.
Menino estava desaparecido desde o dia 30 de abril – Foto: Reprodução/NDDe acordo com informações da jornalista da NDTV, Karina Koppe, uma aeronave da Força Aérea Brasileira saiu do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, por volta das 13h.
Segundo a SSP/SC (Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina), a equipe que foi para São Paulo é formada por representantes da própria secretaria, da Polícia Civil, Militar e também um psicólogo policial que deve acompanhar o retorno da criança.
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Equipe de Segurança Pública de SC embarcou para São Paulo – Foto: Secom/Divulgação/NDO grupo ficará de prontidão, conforme determinado pelo governador Jorginho Mello. Ainda segundo informações da jornalista Karina Koppe, existia a expectativa que a criança fosse liberada na manhã desta quarta, mas a justiça paulista negou. Agora, a esperança é que ela volte ao longo do dia. Caso contrário, a equipe permanece em São Paulo.
De acordo com o secretário de Segurança Pública de SC, Paulo Cezar Ramos de Oliveira, o caso está nas mãos do Poder Judiciário, em tramitação conjunta envolvendo as comarcas de São José/SC e Tatuapé (foro regional/SP), e ultimado o devido processo legal o menino deverá retornar a São José, sua cidade de origem.
Guarda da criança ainda sem definição
Vale ressaltar que o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu, na última terça-feira (9), que a criança seja transferida para um acolhimento em São José, na Grande Florianópolis, sendo que ficaria sob custódia do município até a guarda ser formalizada.
Em entrevista coletiva concedida também nesta terça, Ulisses Gabriel, delegado-geral da PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), disse que a avó materna ficará com a guarda da criança.
No entanto, o Ministério Público argumentou que o menino só ficou em São Paulo após o resgate pela falta de “outra alternativa imediata e diante da situação de risco”.
Segundo a promotora de Justiça Caroline Suzin, é preciso avaliar as condições em que a criança seria instalada em Santa Catarina, uma vez que a guarda seja definida.
As duas pessoas que foram encontradas com a criança estão presas preventivamente e outras duas estão sendo investigadas. De acordo com informações da repórter da NDTV, Kelly Borges, a polícia também investigará se o caso é isolado ou se trata de uma organização criminosa, pois não o crime não é comum em Santa Catarina.
“Isso ocorreu na época dos anos de 1980 onde muitas mães venderam as crianças e tanto que só tenho um caso que não ocorreu aqui e sim em Foz do Iguaçu, no Paraná”, conta o delegado Wanderley Redondo, responsável pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas.
Após a criança ter sido encontrada, o ND+ não irá divulgar o rosto e o nome do menino para preservar a identidade dele, em respeito ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).