A operação Black Monday, deflagrada pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), investiga dois escritórios de Florianópolis suspeitos de participar de um esquema de fraude que causou mais de R$ 100 milhões de prejuízo a vítimas da América Latina e Europa. Na manhã desta terça-feira (22), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Santa Catarina realizou uma ação na Capital, durante a qual cumpriu mandados de busca e apreensão nos estabelecimentos.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária. Além disso, sete pessoas foram notificadas para serem ouvidas como investigadas. Conforme o MPMG, “de acordo com as investigações, os escritórios atuavam na captação de vítimas das falsas corretoras Kiplar e Vlom por intermédio dos sites Lucro Inteligente e Central do Lucro”.
Operação do MPMG investiga escritórios de Florianópolis suspeitos de fraude – Foto: Divulgação/MPMG/NDA ação desta terça-feira faz parte da segunda fase da operação. Na primeira fase, realizada em março deste ano, 29 mandados de prisão foram cumpridos em todo o país. Segundo o MP, “a fraude investigada causou mais de R$ 100 milhões de prejuízos a, pelo menos, 1.500 vítimas”.
A operação
Com início em maio de 2020, o MPMG, por meio da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pouso Alegre, apoiada pelo Gaeco, investigou a prática dos crimes de organização criminosa, crimes contra a economia popular e as relações de consumo, além de lavagem de dinheiro.
Segundo informações divulgadas pelo MP, foi apurado que, na busca por diversificação em investimentos financeiros, milhares de pessoas acessavam os sites ‘Aprenda Investindo’ e ‘Investing Brasil’ e eram direcionadas para falsos analistas. “Estes diziam atuar em nome das corretoras Vlom e LBLV, as quais não detém autorização para funcionamento no Brasil. (…) Em vez de direcionar os valores investidos pelas vítimas, os recursos captados eram desviados e convertidos em bitcoins”, explicou o órgão estadual.
No dia 25 de março de 2021, foi deflagrada a primeira fase da operação Black Monday, com o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. Ao todo, a operação ocorreu em 12 estados (Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Santa Catarina, Maranhão, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Alagoas e Bahia), com a prisão de quatro pessoas. Foram, ainda, localizados e arrecadados veículos de luxo, jóias, imóveis, dinheiro e bitcoins, tudo em quantia estimada de R$ 15 milhões.
“Até o momento, já foram oferecidas duas denúncias em desfavor de 21 pessoas, sendo que duas delas permanecem presas e duas cumprem medidas cautelares diversas da prisão”, conforme divulgado pelo MPMG.
A operação Black Monday foi deflagrada pelo MPMG, por meio da 8ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre – apoiada pelo Gaeco local e pela Coeciber (Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos) – e a PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais). O Gaeco é uma força-tarefa composta pelo MPSC, pelas Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal e pela Secretaria da Fazenda estadual.
Saiba mais sobre a operação na Capital na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.