Carros de luxo foram apreendidos, nesta quinta-feira (6), em Santa Catarina durante a operação Cripto X, que tem como objetivo investigar o suposto golpe envolvendo investimentos em criptomoedas.
De acordo com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a operação deu cumprimento a 18 mandados de busca e apreensão nos endereços de uma empresa com sede em Florianópolis e de sete pessoas investigadas por suposta fraude financeira.
Os mandados foram requeridos pela autoridade policial com manifestação favorável do MPSC e deferidas pelo juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital.
O objetivo das buscas é juntar elementos para inquérito civil instaurado pela 29ª Promotoria de Justiça para a investigação do inquérito policial que está sendo conduzido pela DEIC, com participação do MPSC.
O suposto golpe consistiria, basicamente, em trazer pessoas para investir em criptomoedas, oferecendo rendimentos atrativos e bastante elevados, que poderiam chegar a até 20% ao mês, em uma espécie de pirâmide financeira.
Com o desmoronamento da dita pirâmide, o principal investigado fechou os escritórios da empresa em Florianópolis e não manteve mais contato com as pessoas supostamente por ele lesadas, deixando milhões de reais de prejuízo para inúmeras vítimas que confiaram seu dinheiro a ele.
Segundo o MPSC, a estimativa é que a empresa teria mais de 7,5 mil clientes e movimentado cerca de R$ 900 milhões. Foram identificadas, até o momento, 15 possíveis vítimas que teriam perdido cerca de R$ 1,5 milhão.
A Justiça também bloqueou os bens das pessoas físicas e jurídicas investigadas, a fim de assegurar um futuro ressarcimento das possíveis vítimas. Também foi deferido o pedido para proibir os investigados de deixarem a Comarca de Florianópolis e o País.
“A ação é importante forma de reter patrimônio dos investigados para tentar reverter dos prejuízos das vítimas. As investigações agora continuam para possibilitar em breve a deflagração das ações penais e civis pertinentes e a responsabilização dos investigados”, destaca o Promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto.