Em três dias de trabalho, os bombeiros militares de Santa Catarina já localizaram 10 vítimas da tragédia em Petrópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro. Cinco delas foram retiradas dos escombros e o trabalho de remoção segue para a retirada das outras cinco. Ao menos 197 pessoas morreram.
Bombeiros catarinenses já localizaram 10 vítimas em Petrópolis – Foto: CBMSC/Divulgação/NDNesta quarta-feira (23) completa quatro dias de trabalho efetivo do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina) no município fluminense. De acordo com a corporação, o serviço iniciará na parte da tarde.
Como os militares e cães atuaram na terça-feira (22) até próximo das 21h, a equipe está com esta manhã reservada para descanso, sobretudo, dos cães.
SeguirSegundo o CBMSC, há um revezamento planejado entre as corporações para que o trabalho siga em campo. Isto é, quando os bombeiros militares catarinenses voltarem a atuar, outra equipe sai de cena para descansar.
O capitão Alan, que coordena as operações em Petrópolis, explica que além de ser um cuidado com os animais, essas pausas também são importantes para a retomada do foco após dias de trabalho intenso.
O CBMSC reforça que a operação é uma “missão de solidariedade” e ressalta que “não se tratam de números, mas sim, de pessoas e de trazer conforto aos familiares e amigos atingidos.”
Veja fotos do trabalho:
Número de mortes chega a 197
O número de mortes em Petrópolis chegou a 197, de acordo com o Corpo de Bombeiros. A chuva mais forte foi registrada em 15 de fevereiro e provocou enxurradas e deslizamentos de terra em vários pontos do município.
Vinte e quatro pessoas foram resgatadas com vida nas primeiras horas do desastre. Desde então, a cidade tem sofrido com o mau tempo. A previsão para esta quarta, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, é de novas pancadas de chuvas na região.
Polícia Civil e Ministério Público Estadual também continuam os trabalhos de identificação e liberação de corpos, além das buscas por desaparecidos. Até esta terça, mais de 800 pessoas estavam abrigadas em escolas de Petrópolis.