Uma família em Criciúma, no Sul catarinense, precisou deixar a residência nesta quarta-feira (24), após o local ser interditado pela Defesa Civil por conta de uma fumaça tóxica que está saindo do subsolo do terreno. A casa fica localizada no bairro Colonial.
“Não queria deixar, mas vou ter que sair, porque o cheiro está horrível. A minha menina tossiu o dia todo por conta da situação”, contou a moradora Maria Lorena Adão à NDTV Criciúma. Ela foi alocada para os fundos da residência de um familiar.
A fumaça é provocada pela queima de rejeito de carvão no subsolo e iniciou há cerca de 3 meses. Segundo o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, a situação, na época, foi desencadeada pela queima irregular de uma casa de madeira no terreno.
SeguirO caso piorou no mês passado quando foi feita uma contenção de pneus para dividir o terreno. Acontece que o o objeto entrou em contato com a pirita e, com o calor, desencadeou a reação que provoca a liberação de fumaça e enxofre.
“Nós vamos fazer alguns testes para ver quanto aproximado tem de rejeito de carvão aqui para fazermos a nossa interferência, que é tirar esse rejeito do local e a família também, para cessar e não vir para os vizinhos e causar mais problemas ainda”, informou Fred.
Defesa Civil tentando controlar fumaça tóxica em Criciúma em julho – Vídeo: Defesa Civil/Divulgação/ND
No terreno, a Defesa Civil estuda duas possibilidades. Uma delas seria fazer vários furos no terreno e inundar o lote para controlar a queima de rejeito de carvão. Outra possibilidade é derrubar a casa e escavar o local, retirando os rejeitos. O risco da residência colapsar é alto.