Fumaça sinistra brota de subsolo e leva família a abandonar a própria casa em Criciúma

Situação iniciou há cerca de 3 meses no local em função da queima irregular de uma casa de madeira no terreno

Foto de Redação ND

Redação ND Criciúma

Receba as principais notícias no WhatsApp

Uma família em Criciúma, no Sul catarinense, precisou deixar a residência nesta quarta-feira (24), após o local ser interditado pela Defesa Civil por conta de uma fumaça tóxica que está saindo do subsolo do terreno. A casa fica localizada no bairro Colonial.

  • 1 de 3
    Fumaça sinistra brota de subsolo e leva família a abandonar a própria casa em Criciúma - Montagem/ND
    Fumaça sinistra brota de subsolo e leva família a abandonar a própria casa em Criciúma - Montagem/ND
  • 2 de 3
    Moradora Maria Lorena Adão conversou com a reportagem da NDTV - Nado Miranda/NDTV
    Moradora Maria Lorena Adão conversou com a reportagem da NDTV - Nado Miranda/NDTV
  • 3 de 3
    Situação iniciou há cerca de 3 meses no local em função da queima irregular de uma casa de madeira no terreno - Nado Miranda/NDTV
    Situação iniciou há cerca de 3 meses no local em função da queima irregular de uma casa de madeira no terreno - Nado Miranda/NDTV

“Não queria deixar, mas vou ter que sair, porque o cheiro está horrível. A minha menina tossiu o dia todo por conta da situação”, contou a moradora Maria Lorena Adão à NDTV Criciúma. Ela foi alocada para os fundos da residência de um familiar.

A fumaça é provocada pela queima de rejeito de carvão no subsolo e iniciou há cerca de 3 meses. Segundo o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, a situação, na época, foi desencadeada pela queima irregular de uma casa de madeira no terreno.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O caso piorou no mês passado quando foi feita uma contenção de pneus para dividir o terreno. Acontece que o o objeto entrou em contato com a pirita e, com o calor, desencadeou a reação que provoca a liberação de fumaça e enxofre.

“Nós vamos fazer alguns testes para ver quanto aproximado tem de rejeito de carvão aqui para fazermos a nossa interferência, que é tirar esse rejeito do local e a família também, para cessar e não vir para os vizinhos e causar mais problemas ainda”, informou Fred.

Defesa Civil tentando controlar fumaça tóxica em Criciúma em julho – Vídeo: Defesa Civil/Divulgação/ND

No terreno, a Defesa Civil estuda duas possibilidades. Uma delas seria fazer vários furos no terreno e inundar o lote para controlar a queima de rejeito de carvão. Outra possibilidade é derrubar a casa e escavar o local, retirando os rejeitos. O risco da residência colapsar é alto.

Tópicos relacionados