Funcionários falsos usam dados de empresa para locação de veículos em Chapecó

Polícia Civil investiga os casos de estelionato e falsidade ideológica; suspeitos foram identificados e estão sendo interrogados

Foto de Redação ND

Redação ND Chapecó

Receba as principais notícias no WhatsApp

*Matéria atualizada às 15h da sexta-feira (12)

Uma empresa do ramo de fabricação de equipamentos agroindustriais de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, teve os dados cadastrais e documentos utilizados de forma indevida. Pessoas se passando por funcionários da empresa foram até uma locadora de veículos e locaram diversos automóveis.

funcionáriosFuncionários falsos fraudaram informações para alugar os veículos- Foto: Freepik/ND

Os aluguéis foram feitos no período de um ano, entre junho de 2021 e junho de 2022 e só foram descobertos após a empresa ficar negativada no SCP e no Serasa. O caso foi denunciado à Polícia Civil e está sendo investigado como estelionato e falsidade ideológica.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Segundo o sócio proprietário, Adriano Magnus Schier, a empresa já possuía relação comercial com a locadora de veículos, uma vez que é a locadora tradicional de automóveis para os funcionários.

“Usaram nosso cadastro/nome e acabamos recebendo nove multas de trânsito, além de cobranças das locações e, por fim, fomos parar no SPC e no Serasa. Somente em multas foram cerca de R$ 6 mil, além de outros R$ 60 mil em débitos dos aluguéis dos carros. Nós não pagamos, mas toda essa situação gerou um transtorno e diversos problemas”, destaca o sócio-proprietário.

O delegado de Polícia Civil, Thiago de Oliveira, informou que o inquérito policial está em andamento e que todos os envolvidos já foram identificados e estão sendo ouvidos. O sócio-proprietário também declarou ao ND+ que os envolvidos são pessoas vinculadas a empresas do Estado do Mato Grosso do Sul no município de Dourados e que algumas delas seriam ex-funcionários da empresa.

Schier também comentou sobre a negligência da locadora em não conferir a veracidade das informações repassadas pelos suspeitos e não checar se eles realmente eram funcionários da empresa. “Não foi emitido nenhum e-mail ou outro contato oficial fazendo a reserva dos veículos. É um cuidado que as empresas precisam tomar em qualquer relação comercial deste tipo para evitar situações como esta”, acrescenta.

Nesta sexta-feira (12) a agência que intermediava o contato com a locadora de automóveis retornou com manifestação em nota assinada pelo diretor Oziel Lima.

*Não iremos divulgar nem o nome da empresa vítima dos crimes e nem da agência para preservar a imagem das mesmas. 

Veja a nota na íntegra:

“A agência vem a público informar que tomou conhecimento de fatos supostamente ilegais cometidos por ex-funcionários da empresa [vítima dos crimes]. A empresa era e continua sendo uma importante cliente, cujo relacionamento comercial existe há mais de seis anos. O fluxo de atendimento consiste em solicitações feitas por funcionários da empresa à agência, ficando a autorização de tais serviços a encargo de um funcionário específico da empresa.

No entanto, em casos excepcionais em que a solicitação ocorre em situações de plantão (em que a pessoa responsável pela autorização não está em horário de trabalho), outros funcionários da empresa podem requerer e autorizar o serviço. A empresa nunca questionou ou impugnou os serviços prestados pela agência nessas situações de excepcionalidade.

Foi em um desses casos excepcionais que um dos ex funcionários requereu a prestação de serviço de locação de automóvel à agência. Quando o serviço foi requerido, o Sr não era mais funcionário da empresa, mas a agência não havia sido comunicada sobre o desligamento desse funcionário e diante do histórico do fluxo de atendimento entre as empresas a agência não tinha qualquer motivo para desconfiar de qualquer irregularidade na solicitação do serviço.

Depois que a empresa informou o desligamento de seus quadros (momento em que a agência tomou conhecimento dos fatos), a agência tomou as medidas necessárias para impedir o acesso do Sr. às suas plataformas de prestação de serviço. No mais, a agência não emitirá opinião sobre os fatos supostamente criminosos, cabendo às autoridades competentes a sua apuração.

Tópicos relacionados