Golpe da herança que teve vítima em Joinville acaba com prisões no PR

Polícia Civil de Joinville começa a desmantelar quadrilha que aplicava golpes em SC e no Paraná

Redação ND Joinville

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Após cerca de três meses de investigações, comanda pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville com apoio da Delegacia de Estelionatos do Paraná, uma quadrilha acusada de praticar golpes foi identificada e começou a ser desmantelada. O golpe da vez é o da herança.

golpe da herança, materiais apreendidosMateriais, como documentos bancários falsos, foram apreendidos nesta segunda-feira ( 29). – Foto: Polícia Civil Divulgação ND

Nesta segunda-feira (29), começaram a ser cumpridos os sete mandados de prisão e de busca e apreensão. Dois dos cinco criminosos da quadrilha já foram presos preventivamente: um em Curitiba e outro em São José dos Pinhais, ambos no Paraná. Agora, a Polícia Civil segue a caçada aos outros três investigados.

VEJA VÍDEOS DA OPERAÇÃO

Vídeo: Polícia Civil/Divulgação ND

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Vídeo: Polícia Civil Divulgação ND

Vídeo: Polícia Civil/Divulgação ND

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O delegado Rodrigo Gusso, titular da 6ªDP de Joinville, explicou que essa quadrilha é conhecida no Paraná por já ter aplicado golpes lá e também em Santa Catarina. Alguns integrantes, inclusive, já têm passagens e prisões por golpes no Paraná, praticados há 15 anos.

Os mandados cumpridos nesta segunda-feira partiram da comarca de Joinville porque uma das vítimas do golpe é da cidade. Foi feito um inquérito policial e a Justiça autorizou os mandados de prisão. A suspeita, no entanto, é de que outras vítimas tenham sido lesadas no Estado.

Durante a operação foram apreendidos dinheiro, notas falsas que a quadrilha usava para cometer o crime, moedas estrangeiras (euros), cartões de bancos, documentos bancários falsos, documentos pessoais falsos, celulares e os dois veículos que foram usados no golpe aplicado em Joinville.

Segundo Gusso, o golpe aplicado desta vez é conhecido como golpe da herança. A ação é semelhante ao golpe do bilhete premiado.

Veja como acontece a fraude

O criminoso falsifica um documento bancário (geralmente do Banco do Brasil, escritório de advocacia ou de uma contabilidade). O documento diz que há uma herança a ser recebida de um tio que faleceu,  por exemplo. Os valores  variam, chegam a citar R$ 2 milhões.

A vítima (normalmente, idosos) é abordada saindo de agências bancárias ou em locais públicos. Se passando por uma pessoa humilde, o criminoso chega com o papel da suposta herança e alega que precisa de ajuda para poder receber esse valor.

Nesse meio tempo, aparece um segundo criminoso, que se apresenta para ajudar a receber o dinheiro. Este, muitas vezes, chega a simular a ligação para a agência bancária a fim de “confirmar” a herança.

Só que o primeiro criminoso diz à vítima que ela precisa dar uma quantia em dinheiro para depois ser ressarcida com o dinheiro da “herança”.

A vítima é induzida a retirar o dinheiro e entregar para os criminosos. Amarga o prejuízo.

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