Com a pandemia, o número de golpes cresceu em Santa Catarina (SC), alertam as polícias Civil e Militar. Para listar os golpes mais comuns e, principalmente, buscar orientações de como se proteger desses golpes, a reportagem do Portal ND+ conversou com o delegado Douglas de Cinque, da 5ª Delegacia de Polícia de Joinville.
Delegado Douglas de Cinque alerta para os golpes que têm sido aplicados em Joinville e em todo o Estado – Foto: Reprodução vídeo/Divulgaçãoo ND1 – BILHETE PREMIADO
Como acontece:
Normalmente, a vítima é abordada pelo suspeito saindo de agências bancárias ou em praças públicas. Um primeiro suspeito aborda a vítima e alega que está com o bilhete premiado, mas não sabe como obter essa quantia no banco, pedindo ajuda da vítima e oferecendo a ela uma parte do prêmio.
Nesse meio tempo, aparece um segundo suspeito , que se apresenta para ajudar a receber o dinheiro. Este, inclusive, chega a simular a ligação para a agência bancária a fim de “confirmar” que o bilhete está premiado. Só que o primeiro suspeito diz à vítima que ela precisa dar uma quantia em dinheiro para ele como uma suposta garantia.
SeguirA vítima concorda, os três vão até uma agência bancária onde a vítima saca o dinheiro e repassa aos criminosos. Os golpistas alegam que vão até outra agência bancária para sacar o valor do prêmio, enquanto a vítima fica no carro esperando. Os golpistas nunca retornam e a vítima amarga o prejuízo.
Esse crime, apesar de ser antigo, continua ocorrendo, principalmente, com aposentados, alerta o delegado Douglas de Cinque.
“O golpista usa de muita lábia e a vítima se convence que vai sair em vantagem”, pontua o delegado, lembrando que só na delegacia em que atua, na região que abrange os bairros Vila Nova, Anita Garibaldi, São Marcos e Morro do Meio, em Joinville, pelo menos uma vez por semana esse golpe é registrado.
Como não cair:
Não acredite em dinheiro fácil. “Isso não existe”, diz o delegado.
Evite conversar com pessoas estranhas em frente a caixas eletrônicos, bancos.
Não forneça dados bancários, como senhas, a pessoas desconhecidas.
Outra orientação é sempre pedir ajuda para alguém da família quando não dominar o sistema.
Se perceber que é um golpe, acione a polícia, registre Boletim de Ocorrência. Isto para que a polícia tenha conhecimento, possa agir, investigar e levar o criminoso à prisão.
VEJA VÍDEO SOBRE O GOLPE:
Como acontece:
Carros, motos, celulares, iPhones. As pessoas combinam por meio do chat do site, fazem toda a negociação. Muitas vezes, o valor é muito abaixo do praticado no mercado, isto tanto para produtos novos quanto usados. Após combinar o valor, a vítima acaba depositando. Às vezes, deposita o valor integral ou parcial, mas nunca recebe o produto.
Como não cair:
Desconfie sempre do valor muito abaixo e busque informações sobre o vendedor, seja por meio das redes sociais ou pela internet. Muitas vezes, o vendedor é um “laranja”. Usa o print de uma pessoa falsa para colocar no perfil das redes sociais. É preciso ficar muito atento a esses detalhes.
Esse tipo de golpe é registrado pelo menos duas vezes por semana na região de atuação do delegado Douglas de Cinque.
3 – GOLPE DO FALSO INTERMEDIADOR DE VENDAS
Como acontece:
O criminoso consegue o telefone da vítima em sites de vendas online. Ele copia o anúncio feito pela vítima e cria um novo anúncio falso, entretanto, com o valor mais baixo.
O golpista diz que comprará o bem anunciado e que pagará uma dívida que tem com algum cliente, sócio, amigo ou irmão, e, portanto, pede silêncio no momento de apresentar o objeto para a segunda vítima, prometendo algum lucro financeiro nesta negociação silenciosa.
A vítima interessada em comprar também é orientada a se manter em silêncio e, por isso, ganhará um desconto. Com o enredo pronto, o criminoso fornece contas de terceiro para receber o pagamento. Após recebido valor, o criminoso combina de assinar o recibo em cartório com ambas as vítimas, as quais descobrem que caíram em um golpe.
Como não cair:
Mantenha sempre um diálogo aberto com o vendedor/comprador.
Faça questão de ver o bem pessoalmente.
Busque outras formas de confirmar que realmente a pessoa que está vendendo é a mesma que esta sendo feita a negociação.
Confirme se a conta informada pertence ao vendedor, ou algum familiar próximo (filho, esposa, pai, mãe, etc.).
Quando disponível, utilize os meios de pagamentos oferecidos pelas plataformas de venda.
4 -GOLPE DO PARENTE QUE QUEBROU O CARRO
Como acontece:
O golpista liga aleatoriamente para as vítimas, geralmente à noite. Independentemente de quem atende o telefone, o golpista logo fala: “oi tio (a), ou oi primo (a), sabe quem está falando? Caso a vítima diga um nome, achando ser algum sobrinho ou outro parente distante, já deu ao golpista o que ele queria.
Muitas vezes, a vítima fala que não se recorda e então o golpista usa do artifício “nossa, não lembra mais de mim!”, dialogando com a vítima até que seja possível extrair dela um nome de um parente que mora distante. Com isso, ele forja uma história de que estaria viajando ou chegando próximo à cidade onde a vítima mora, e relata que sofreu algum acidente ou que o carro de quebrou. Então, o criminoso solicita que a vítima faça uma transferência em dinheiro para determinada conta bancária do mecânico, do guincho ou da borracharia onde o veículo está sendo consertado. Ele promete devolver o dinheiro no dia seguinte quando chegar à cidade da vítima.
Como não cair:
Não faça transferências ou entregue dinheiro para terceiros.
Desligue o telefone e faça contato com o familiar que você achava estar falando. Caso a pessoa esteja realmente em apuros, você ainda poderá ajudá-la.
Segundo o delegado Douglas de Cinque, há vários presídios no Brasil sem bloqueador de celular e o que acontece é que detentos ficam ligando aleatoriamente para muitas pessoas até fazer uma vítima.
É preciso ficar alerta contra golpes pelo Whatasapp. – Foto: Allan White/Fotos Públicas5 – GOLPE DA CLONAGEM DO WHATSAPP
Como acontece:
Há diversas formas de o criminoso obter o número de telefone das vítimas, mas o mais usual é que seja retirado de anúncios em plataformas de sites de compras ou anúncios públicos em redes sociais.
O golpista se passa por funcionário da plataforma de anúncio e, sob o pretexto de corrigir uma duplicidade no anúncio com valores diferentes ou mesmo ativar o anúncio, solicita à vítima para que informe seus dados pessoais (nome, RG, CPF, endereço) e um código de 6 dígitos que receberá no telefone. Esse código, na verdade, é uma verificação do WhatsApp, ou seja, a partir do fornecimento dessa chave o golpista desviará o WhatsApp da vítima para o aplicativo dele. Nesse caso, a vítima perde o acesso ao aplicativo de mensagens e o criminoso consegue acessar todos os contatos da vítima.
A partir disso, o criminoso se passa pela vítima e, alegando algum problema na conta ou com cartão de crédito bloqueado, pede dinheiro emprestado se comprometendo a devolver no dia seguinte. O parente ou amigo da vítima, acreditando estar falando com a pessoa de sua confiança, acaba transferindo o dinheiro para a conta bancária informada, e assim se torna também vítima do golpe
Um crime por semana, em média, é registrado na região de atuação do delegado Douglas de Cinque.
Como não cair:
Habilite a “confirmação em duas etapas” no aplicativo WhatsApp. Para isso, dentro do aplicativo clique em “configurações/ajustes” e depois clique em “conta”, escolha a opção “confirmação em duas etapas” e habilite a senha de 6 dígitos numéricos. Isso impede que golpistas façam a clonagem do WhatsApp. Esse código numérico é uma senha, portanto não envie para ninguém.
Outra dica importante repassada pelo delegado é entrar em contato com o próprio suporte do WhatsApp (support@whatsapp.com) pedindo a desativação temporária da conta de maneira que o criminoso não poderá ter acesso aos dados.
“Além disso, se receber algum tipo de mensagem de um amigo ou parente pedindo dinheiro, verifique com cautela a informação, tente ligar de outro telefone para a pessoa e, antes de fazer qualquer depósito, cheque com o parente, veja se as contas batem, o nome do destinatário confere”, ensina o delegado.
6 -GOLPE DO ENVELOPE VAZIO
Como acontece:
Geralmente, a vítima faz um anúncio de algum bem em sites de vendas. Após a negociação, o golpista simula um depósito do valor combinado em um envelope vazio no caixa eletrônico (ou na lotérica). O criminoso manda, inclusive, uma foto do comprovante do suposto depósito e a vítima confirma o recebimento em consulta à sua conta pelo aplicativo do banco.
No entanto, o saldo aparece como “aprovisionado” e a verificação bancária do depósito demora algumas horas ou, às vezes, é feita apenas no próximo dia útil. Assim, a vítima efetua a entrega do bem/objeto (normalmente, o golpista manda um motorista de aplicativo para apanhar o objeto no mesmo dia do depósito).
Este tipo de golpe acontece uma vez por mês na região dos bairros Vila Nova, Anita Garibaldi, São Marcos e Morro do Meio, em Joinville.
Como não cair:
Esperar o dinheiro realmente cair na conta e no outro dia se manifestar. Esse alerta vale para todas as situações.
7 – GOLPE DA RECUPERAÇÃO DO CARRO ROUBADO/FURTADO:
Como acontece:
Normalmente, a vítima não tem seguro. Compra o carro e mal consegue pagar as parcelas. Aí o carro é furtado. A vítima avisa na internet que o carro foi furtado e posta fotos do veículo. O golpista, então, entra em cena, pois tem acesso às imagens do carro e dados da vítima.
O criminoso entra em contato com a vítima dizendo que ele está com o carro e pede uma quantia em dinheiro, através de depósito ou transferência bancária, para devolver o veículo. Fala que vai devolver o bem no endereço combinado. A vítima efetua o pagamento e o golpista some simplesmente. “Ele é vítima duas vezes: do furto e do estelionato”, destaca o delegado.
Como não cair:
Evite pagar o resgate sem reaver o bem antes. Se perceber que é crime, acione a Polícia imediatamente.
8 – GOLPE DA FALSA LIGAÇÃO DO BANCO
Como acontece:
O golpista liga para vítima se passando por um agente do banco onde ela possui conta. Fala que precisa liberar uma chave do acesso. Passa o link supostamente do banco para a vítima clicar e inserir a chave de acesso. A vítima é direcionada à página que pertence ao golpista, que vai roubar todas as credenciais da vítima, como senha de banco, conta, CPF.
Dessa forma, o golpista consegue entrar no site oficial do banco e, de porte dos dados da vítima, consegue fazer transferências, resgate de dinheiro.
Esse golpe continua acontecendo pelo menos uma vez por mês na região de atuação do delegado Douglas de Cinque.
“Normalmente, idoso cai nesse tipo de golpe.”
Como não cair:
Não oferecer nenhum dado para pessoas estranhas.
O site fraudulento sempre vai ter letras a mais, algo esquisito, alerta o delegado.
“Se a vítima se sentir muito pressionada, o ideal é chamar um familiar, ligar para o banco ou ir pessoalmente para confirmar se a informação é verdadeira”, completa Douglas de Cinque.
9 – GOLPE DO AMOR
Como acontece:
Os golpistas buscam dados de suas vítimas em aplicativos de relacionamento e namoro. O primeiro contato é feito pelo site de relacionamento e depois pelo WhatsApp.
Após iniciar conversas amorosas com fotos de uma pessoa fictícia, surgem as falsas declarações de amor e conversas sobre o desejo de se mudar para o Brasil e assim poder viver perto da vítima. Na sequência, pedem o endereço residencial da vítima e depois afirmam que estão enviando uma caixa (muitas vezes mandam fotos) com joias, numerários e outros itens, que supostamente foram retidos pela Receita Federal.
Para retirá-la, a vítima precisa fazer um depósito de um valor, que geralmente varia de R$ 2.500 a R$ 4.000. Em alguns casos, o golpista afirma que tem um intermediário no envio da tal caixa e pede que todo o depósito ou parte dele seja feito no nome dessa pessoa. Fazem ameaças à vítima e seus familiares caso não efetue o depósito.
O delegado Douglas Cinque, inclusive, lembrou de um caso em que uma moradora de SC foi enganada por um golpista do exterior.
Como não cair:
Nunca deposite dinheiro a desconhecidos.
Se for vítima de extorsão, procure a Delegacia de Polícia mais próxima.
Nunca compartilhe sua vida na internet com desconhecido.
Nunca compartilhe fotos e vídeos com pessoas desconhecidas.
“Não caia na lábia do don juan”, conclui o delegado.
10- GOLPE DO FALSO SEQUESTRO
Como acontece:
Os criminosos ligam para a vítima se passando por algum familiar. Com voz de choro, o suposto familiar diz que foi sequestrado e que os criminosos vão tirar a sua vida. A vítima, assustada, acaba informando o nome de familiares aos criminosos, informação utilizada por eles para dar mais autenticidade ao golpe.
Os criminosos solicitam o depósito de valores em algumas contas ou pedem que coloquem créditos em alguns números telefônicos. Em algumas modalidades, os criminosos determinam que a vítima saia de casa, vá até um local reservado, que não alerte ninguém e que não entre em contato com seus familiares.
Solicitam, então, o telefone de outra pessoa da família, para que este consiga o dinheiro solicitado. De posse do telefone de outro familiar, o criminoso entra em contato, dizendo que sequestrou a vítima, esta, incomunicável e fora de casa, não consegue entrar em contato, deixando a impressão que realmente foi sequestrada.
Como não cair:
No caso de receber alguma ligação deste tipo, desligue e tente entrar em contato com o familiar que supostamente foi sequestrado. Na dúvida, solicite ajuda a alguém próximo para entrar em contato com o familiar.
O nervosismo pode induzir a vítima a erro, alguém que não esteja sofrendo o golpe pode ajudar a localizá-lo e perceber que se trata de um golpe.
Caso não consiga entrar em contato com o familiar, procure em locais próximos, como shoppings, praças, bares e até mesmo hotéis, às vezes, o familiar supostamente sequestrado também estÁ sendo induzido a erro.
Apesar de ser antigo, esse golpe ainda acontece. Só na região de atuação do delegado Douglas de Cinque, o golpe do falso sequestro ocorre duas vezes por mês. Isto quando a vítima denuncia. Mas muita gente não denuncia que sofreu golpes por vergonha.
Foto: Arquivo/Pixabay11 – GOLPE DA TROCA DO CARTÃO
Como acontece:
O golpista entra em contato com a vítima se passando por uma instituição financeira ou banco. Ele alega que houve uma compra duvidosa no cartão. Aí a vítima fica em pânico e o golpista pede que ela ligue para um número indicado no verso do cartão para efetuar o cancelamento.
O golpista continua na linha, coloca na busca e pede os dados do cartão. A vítima, sem perceber na conversa, passa dados do cartão e a senha. Na sequência, o golpista informa que um funcionário da instituição irá até à residência da vítima para efetuar a troca do cartão. O golpista manda um motoboy. De posse do cartão e com os dados que obteve durante a ligação, o criminoso consegue fazer todas as transações.
Como não cair:
Não forneça dados pessoais e bancários por telefone.
Vá na agência, tente falar com o seu gerente.
Na impossibilidade de se dirigir até uma agência, encerre a ligação, espere alguns minutos e entre em contato com os canais oficiais do estabelecimento.
“Normalmente, o prefixo dessas ligações é 31. De cara, dá para notar que o número não é da agência bancária”, alerta o delegado Douglas de Cinque.
12- GOLPE DO FALSO SITE DO LEILÃO
Como acontece:
O criminoso cria um site falso de leilão, especialmente de veículos. Vincula a imagem oficial do Detran e do Tribunal de Justiça para dar “credibilidade” ao leilão. Faz o endereço online para o leilão a fim de dar publicidade. A pessoa faz a negociação via aplicativo ou pelo próprio site (chat). O depósito é realizado em conta bancária, geralmente a conta de um terceiro.
“O criminoso abre contas no nome de pessoas que perderam documentos”, explica o delegado.
Como não cair:
Nunca deposite valores antecipadamente e não caia na tentação de comprar veículos com valores abaixo do mercado, descontos astronômicos de 50% , 70%. O máximo de depreciação em um leilão é de até 20% de desconto.
Veja o veículo antes de fechar o negócio.
Vá até o endereço indicado nos sites para confirmar que se trata de um local oficial de leilão. Se for em outra cidade, entre em contato com a Polícia da cidade e tente confirmar se existe este estabelecimento.
“Se for oficial não pode ser com.br. Já começa por aí. Tem de ser gov.br.“, ensina Douglas de Cinque.
Foto: Reprodução/ND13 – O GOLPE DO NUDES
Como acontece:
Os golpistas estudam o perfil de suas vítimas por meio das redes sociais. Geralmente, as vítimas em potencial são homens (podendo também ser mulheres) de meia idade ou mais, casados e com círculo familiar, amigos ou profissional visível nas redes sociais.
O golpista utiliza um perfil falso, muitas vezes com a fotografia de uma jovem bonita e atraente. O contato inicial quase sempre ocorre por meio do Facebook onde eles começam uma amizade.
Logo a conversa privada passa para o WhatsApp onde a moça encaminha fotos íntimas suas e pede para que a vítima faça o mesmo. A partir daí, outro golpista entra em cena: o suposto pai ou padrasto da jovem, alegando que ela é “menor de idade” e que a vítima estaria praticando pedofilia através da internet, inicia a extorsão.
Para que o caso não seja levado à polícia, ou para que as fotos íntimas e as conversas privadas não sejam compartilhadas com a esposa, parentes ou amigos da vítima, o golpista exige que seja paga certa quantia em dinheiro por meio de depósito bancário.
Algumas vezes os golpistas também se fazem passar por supostos advogados, policiais civis ou delegados, alegando que as fotos já fazem parte de uma investigação policial e solicitam depósitos em dinheiro para que o “inquérito” seja arquivado. A vítima, temendo ser presa ou à exposição social cede à extorsão e acaba fazendo o depósito dos valores solicitados pelos golpistas
Como não cair:
Nunca compartilhe fotos íntimas pela internet. Depois de compartilhado, a foto ou o vídeo podem circular entre milhares de pessoas.
Desconfie sempre de solicitações de amizade por meio das redes sociais, de pessoas que você não conhece.
Não forneça seus dados pessoais (como nome completo, CPF, RG, endereço, número de conta bancária e senha) para estranhos, em ligações telefônicas, mensagens SMS ou WhatsApp.
Cuidado com operações bancárias (depósitos ou transferências em dinheiro) para pessoas do seu círculo familiar ou de amigos, principalmente quando isso é solicitado exclusivamente por meio do WhatsApp.
Registre Boletim de Ocorrência.
A investigação
Há, ainda, outros tipos de golpe e todo o cuidado é pouco. “Hoje, dá para fazer tudo pela internet. Os aplicativos realmente facilitam. No entanto, a segurança não acompanhou esse avanço na mesma proporção”, conclui o delegado Douglas de Cinque.
Para investigar um estelionato, primeiro é preciso que a vítima registre Boletim de Ocorrência e queira representar, queira processar o golpista.
O tempo de investigação vai depender do conjunto de provas. “É preciso fazer cruzamento de dados, rastrear conta bancária, precisa ter ordem judicial para mandados de busca e de prisão. É um trabalho detalhado”, explica o delegado.
As penas para crimes de estelionato, geralmente, vão de um ano a cinco anos de prisão com agravamento quando há violência.