Nesta segunda-feira (23) foi publicada uma Portaria no Diário Oficial da União, que prorroga o uso da Força Nacional no Distrito Federal até 4 de fevereiro. A medida preventiva foi tomada por conta de depredações registradas no Palácio do Planalto, Congresso Nacional e no STF (Supremo Tribunal Federal). Os atos de vandalismos ocorreram em 8 de janeiro.
Palácio do Supremo Tribunal Federal destruído, após atos de vandalismo registrados em 8 de janeiro – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/NDO documento foi assinado por Flávio Dino – ministro da Justiça e Segurança Pública. A portaria dispõe que os militares auxiliem na proteção da ordem pública e do patrimônio público e privado entre a Rodoviária de Brasília e a Praça dos Três Poderes. Também devem auxiliar na proteção de outros bens da União situados em Brasília.
A Força Nacional estava autorizada pelo governo a atuar na capital federal desde o dia 7 de janeiro, por conta da intensificação de manifestantes contrários ao resultados das eleições no local. Apesar da determinação, no dia 8 ocorreu a invasão aos prédios e a depredação dos bens públicos.
SeguirSegundo estimativas apresentadas pela AGU (Advocacia-Geral da União) os danos causados ao Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF (Supremo Tribunal Federal) chegam a R$ 18,5 milhões.
A Justiça Federal do Distrito Federal ampliou, na sexta-feira (20), o bloqueio de bens de supostos financiadores dos atos de vandalismo em Brasília. O valor bloqueado a pedido da AGU foi de R$ 18,5 milhões, correspondente ao custo estimado para cobrir os danos causados às sedes dos Três Poderes.
Entre os alvos dos bloqueios e investigação, há um empresário catarinense, apontado como uma das pessoas que financiaram o fretamento de ônibus para levar manifestantes a Brasília.