Gritos de socorro: criança é morta ao tentar proteger a mãe de assassinato a marretadas no ES

Investigação que criança implorou para que mãe não fosse morta após ver vítima levando a primeira marretada

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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Igor Gabriel de Ambrósio, de 4 anos, morreu junto com a mãe, Priscila dos Santos de Ambrósio, 36 anos, na última segunda-feira (15), no Espírito Santo. A investigação apontou que o menino ouviu os gritos de socorro e, ao tentar protegê-la, também foi assassinado.

foto da direita mostra mãe que foi morta, e da esquerda mostra criança, filho delaMãe e filho foram mortos por casal que não queria pagar dívida à mulher – Foto: Arquvo pessoal/Reprodução/ND

As informações são do portal R7. Os detalhes da investigação foram divulgados pela delegada adjunta da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher, Fernanda Diniz, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22).

A delegada contou que a criança teria tentado proteger a mãe, após ela ser atingida por uma marretada pelo suspeito.

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“Eles foram até a casa da vitima, que estava com o filho de 4 anos. Nessa residência, enquanto a suspeita ficava com a criança, o suspeito entrou na varanda e conversava com a vítima, até o momento que com a marreta ele desferiu o primeiro golpe na cabeça. Ela gritou por socorro, o que chamou atenção do filho de 4 anos. O suspeito continua desferindo marretadas na cabeça da vítima e a criança entrou na varanda e passou a suplicar para que o autor parasse de golpear sua mãe”, disse.

No total, Priscila foi golpeada com 18 marretadas. Segundo a Polícia Civil, a criança passou a ser alvo porque conhecia o casal.

Entretanto, o suspeito percebeu que foi reconhecido por Igor, com isso deu oito marretadas na criança.

Dívida motivou assassinato brutal de mulher e criança

Conforme a delegada, Priscila era agiota e havia emprestado R$ 10 mil para o casal suspeito do crime. Desde o momento em que pegaram o dinheiro, um mês antes do crime, eles já planejavam o assassinato da agiota.

A investigação apontou que a mulher, de 34 anos, participou da organização e o suspeito, 44 anos, foi o executor.

Segundo a Polícia Civil, o homem explicou que o casal foi até a casa da vítima com a justificativa de discutir como realizar o pagamento.

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