O local da rave, palco de um massacre do grupo terrorista Hamas, virou uma cena de filme de terror, com carros queimados e itens que foram deixados para trás. Pelo menos 260 pessoas morreram no ataque, incluindo 3 brasileiros.
Carros foram destruídos durante massacre do Hamas em festa rave – Foto: Record TV/ReproduçãoMassacre do Hamas durou pelo menos 4 horas
Os participantes tentaram fugir e outros buscaram abrigo em um corredor de banheiros químicos enfileirados no local, mas logo foram encontrados pelos extremistas do Hamas e executados a tiros.
Corredor de banheiros químicos em que participantes da rave tentaram se esconder durante massacre do Hamas – Foto: Record TV/Reprodução“Foi algo surreal. Eram muitos jovens, crianças e do nada começamos a escutar o barulho de explosões […] foi uma chacina”, conta Yehuda Weiss, amigo de Ranani que morreu na festa.
SeguirA morte de Ranani Glazer, de 24 anos, foi a primeira a ser confirmada entre os brasileiros desaparecidos durante o ataque em Israel. Ele trabalhava como entregador no país e passou o Réveillon em Florianópolis.
Ranani Glazer, de 24 anos, morava em Israel, e já passou Réveillon em Florianópolis – Foto: Reprodução/Redes Sociais/NDYehuda explica ainda que o massacre durou cerca de quatro horas e que os criminosos invadiram muitas áreas em que vivem apenas civis.
“Todo mundo que estava em bunker morreu porque eles [terroristas] entraram e fuzilaram todo mundo”, diz outro sobrevivente.
Na noite do dia 7 de outubro, o gabinete de Segurança de Israel autorizou o estado de guerra no país.
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Entenda a guerra
Desde o início da ofensiva contra Israel lançada no dia 7 de outubro pelo grupo islamita palestino Hamas a partir de Gaza, centenas de combatentes morreram e dezenas foram capturados, acrescentou o general Hagari.
Netanyahu prometeu uma contraofensiva jamais vista. Em outra reunião do Gabinete de Segurança, ele listou os três objetivos iniciais no momento:
“Nosso primeiro objetivo é eliminar as forças hostis que se infiltraram em nosso território e restaurar a segurança e a tranquilidade nas comunidades que foram atacadas. O segundo objetivo, ao mesmo tempo, é impor um preço imenso ao inimigo, dentro da Faixa de Gaza também. O terceiro objetivo é reforçar outras frentes para que ninguém se engane ao se juntar a esta guerra”.
Estima-se que mais de mil radicais do Hamas tenham se infiltrado em território israelense, algo nunca visto.
Eles assassinaram civis e militares, sequestraram pessoas e até corpos de israelenses foram levados para Gaza.
À emissora de TV Al Jazeera, o vice-chefe do Hamas, Saleh al-Arouri, disse que os integrantes do grupo têm em poder um número “suficiente” de israelenses, incluindo “oficiais de alto escalão”, para libertar todos os palestinos presos.
“Conseguimos matar e capturar muitos soldados israelenses. A luta ainda está acontecendo. Quanto aos nossos prisioneiros, digo que a liberdade deles está se aproximando. O que temos em mãos os verá libertados. Quanto mais a luta continuar, maior será o número de prisioneiros”.