Um homem de 33 anos acusa um policial militar de abuso de autoridade e perseguição após ter sido atingido por um tiro de bala de borracha na perna. A abordagem aconteceu em frente a um restaurante no Centro de Anitápolis, na Grande Florianópolis, na sexta-feira (6).
Tiro supostamente realizado por policial atingiu a perna direita do homem. Foto: Divulgação/NDA vítima, que não quis se identificar, estava acompanhada da filha de 1 ano e 9 meses, da esposa e da mãe.
De acordo com o homem, por volta das 13h ele estava indo para o trabalho e parou no local para comprar cigarro.
SeguirAinda segundo a vítima, ao estacionar, o policial militar pediu para ele descer do carro. Ele então, por “se sentir coagido”, empurrou o agente.
Em sua versão, o homem alega que nesta hora foi jogado no chão, agredido e atingido por um tiro na perna.
Após o ato, o homem afirma que o policial saiu sem prestar socorro e sem fazer o registro do fato. Populares chamaram o Samu (Serviço Atendimento Móvel de Urgência), que encaminhou o homem ao hospital.
“Ele estava sozinho e saiu dizendo que não era obrigação dele prestar socorro. Depois apareceu outro policial, tirou o celular da minha esposa e fez mais ameaças contra mim. Estou sendo perseguido há seis meses, desde que cheguei na cidade”, contou.
Na tarde desta segunda-feira (9), a vítima foi até a corregedoria da Polícia Militar de Santa Catarina para fazer uma denúncia de abuso de autoridade e perseguição contra o policial.
Contraponto
Ao ND+, o comando-geral da Polícia Militar de Santa Catarina disse que o homem desrespeitou a ordem de parada do PM, iniciando uma perseguição e terminando em luta corporal.
“Para evitar a injusta agressão, o perigo do condutor mencionado alcançar a arma e machucar pessoas inocentes, pois a ocorrência se dava no meio da via pública, o policial conseguiu se desvencilhar do agressor e de outras duas mulheres que o acompanhavam e que também tentavam mobiliza-lo”, relata a polícia.
“Neste momento, foi realizado por parte do policial o disparo de arma de fogo na perna do homem, sendo a única forma de conter a agressão”, completa.
Veja nota da Polícia Militar na íntegra
Na última sexta-feira, 6, em Anitápolis, um policial militar do 4º grupamento da 1ª Cia da Guarnição Especial de Santo Amaro da Imperatriz estava realizando rondas preventiva pelo centro da cidade. Neste momento, visualizou um veículo em um posto de gasolina. O condutor depois de sair da loja de conveniência do posto, comprou algo e partiu no carro em direção à praça, desobedecendo a sinalização de trânsito onde é obrigatório parar, pois não era sua preferência.
O policial iniciou um acompanhamento do veículo que virou na rua Jacinto Mattos, que novamente desobedeceu às placas de trânsito, e não parou na esquina, como deveria ter feito. O policial conseguiu interromper o condutor e solicitou os documentos do carro e pessoal.
O condutor, ao entregar os documentos requisitados, começou a reclamar da abordagem e a falar alto. Neste momento, o policial o orientou a falar baixo. No entanto, o condutor se tornou agressivo, abriu a porta do carro de forma brusca, desceu e partiu de encontro ao policial, que se encontrava sozinho.
Os dois entraram neste momento em luta corporal. O policial relatou que por diversas vezes tentou verbalizar com o agressor para que o mesmo parasse com a tentativa de agressão. O homem continuou a agressão e a tentativa de imobilizar o policial. Além disso, o mesmo tentava alcançar a arma do militar.
Para evitar a injusta agressão, o perigo do condutor mencionado alcançar a arma e machucar pessoas inocentes, pois a ocorrência se dava no meio da via pública, o policial conseguiu se desvencilhar do agressor e de outras duas mulheres que o acompanhavam e que também tentavam mobiliza-lo. Neste momento, foi realizado por parte do policial o disparo de arma de fogo na perna do homem, sendo a única forma de conter a agressão.
Depois que o homem foi contido, o policial pediu apoio ao hospital para socorre-lo além do apoio da base militar local.
A Polícia Militar de Santa Catarina informa que o envolvido foi devidamente atendido e medicado, sendo realizado o exame de raio-X, constatado que não havia atingido nenhuma parte óssea.
O médico do hospital também constatou após exames preliminares que o disparo não atingiu nenhuma das artérias, não ocorrendo risco de morte. Após atendido e medicado o homem ganhou alta. Foi realizado um boletim de ocorrência pelo crime de desobediência, sendo assinado um Termo de Compromisso para comparecimento em juízo por parte do envolvido, sendo assinado e liberado no local.