Um homem acusado de feminicídio em 2021 irá a júri popular em Joinville. O crime, que vitimou Barbra Amorim Lacerda, de 32 anos, ocorreu à luz do dia, próximo das 17h, no bairro Itaum, zona sul da cidade. O julgamento está marcado para 7 de abril.
Barbra tinha apenas 32 anos quando foi morta – Foto: Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoRelembro o crime que aconteceu em Joinville
Barbra foi morta a tiros no dia 26 de outubro, em frente à oficina da qual era proprietária na zona Sul da cidade. O principal suspeito, na época era seu ex-marido, de 42 anos, que fugiu do local após o crime.
O homem então ficou foragido após um mandado de prisão preventiva ser expedido pela Justiça. A Delegacia de Homicídio começou a investigar o caso e descobriu que o acusado estaria na fronteira com o Paraguai. Apenas em 2023 ele é preso pelo Interpol (polícia internacional), por violência familiar. Depois, em 2024, é preso em Joinville por conta do feminicídio.
SeguirSegundo o promotor Marcelo Sebastião Netto de Campos, ele foi denunciado por homicídio com três qualificadoras.
A primeira é a do motivo torpe (banal), uma vez que ele teria assassinado Barbra por não aceitar o fim do relacionamento. A outra é a do perigo comum, já que ele colocou outras pessoas em risco, como demonstra um vídeo do momento do crime, que mostra a passagem de pedestres pelo local.
Já a terceira qualificadora é a do feminicídio, quando o homicídio contra a mulher é motivado pelo gênero. Desde maio de 2024, o réu segue preso preventivamente no Presídio Regional de Joinville.
Quem era Barbra Amorim Lacerda
Barbra era mãe de uma menina de apenas três anos na época do ocorrido. Ela trabalhava, além da oficina, em um salão de beleza onde oferecia serviços diversos como manicure, cabelo e design de sobrancelhas. O salão de beleza era seu, e ela era conhecida pelos amigos pelo seu espírito empreendedor.
Segundo pessoas que conviviam com Barbra, ela avisou à unidade escolar da criança que havia sido vítima de agressão pelo ex-marido, que não aceitava o fim do relacionamento. A filha, inclusive, teria comentado a situação com professoras.
Além disso, segundo a PM, Barbra já havia registrado um boletim de ocorrência contra o réu, já por uma tentativa de feminicídio. O ex-marido de Barbra já tinha passagens policiais por este crime, além de dano, lesão corporal e tentativa de latrocínio.