Menos de quatro dias após assassinar a ex-companheira, em Jaraguá do Sul, um homem de 42 anos se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (28) e confessou o crime. Ele confirmou à polícia que matou a jovem Thalia Ferraz, de 23 anos, na noite de Natal.
Thalia Ferraz, 23 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro na noite de Natal, em Jaraguá do Sul – Foto: Redes SociaisDe acordo com o delegado regional Fabiano Silveira, as investigações iniciais já apontavam o ex-companheiro como autor do crime e o desenrolar dos trabalhos reforçaram a tese inicial. O homem se escondeu em uma região de mata no bairro Rio Cerro I depois do crime e, no dia seguinte, fugiu para o Paraná.
O delegado conta que horas após o assassinato, a Justiça decretou a prisão temporária, porém, a informação foi mantida em sigilo porque com apoio do Centro Integrado de Operações de Fronteira do Ministério da Justiça e Segurança Pública e das polícias Civil e Militar do estado vizinho, a Polícia Civil catarinense já havia conseguido rastrear o paradeiro do suspeito.
SeguirNa manhã seguinte ao crime, ele fugiu para a região Oeste do Paraná. “Ele ficou escondido em cidades pequenas, em assentamentos entre os municípios de Guarapuava e Laranjeiras do Sul, onde nasceu e têm familiares e amigos antigos. Nós já tínhamos o mapeamento das cidades onde ele estava se escondendo e o apoio foi fundamental. Estabelecemos contato direto com familiares e ontem à tarde o advogado falou que o cliente iria se apresentar. Hoje ele se apresentou na DIC”, explica o delegado.
Interrogado na manhã desta segunda-feira, ele confessou o crime e indicou a localização da arma utilizada no assassinato. Agentes policiais fizeram uma varredura no local de mata onde ele ficou escondido durante horas após matar Thalia e encontraram a arma com cinco munições intactas. Silveira afirma que ela possui registro em nome do suspeito.
Arma utilizada no crime foi encontrada na mesma região de mata que o suspeito se escondeu após o crime – Foto: Dani Lando/NDTVNovos depoimentos devem ser colhidos nesta semana e, após a conclusão dos laudos periciais, tudo será confrontado com a versão apresentada pelo autor do crime. “As motivações precisam ser mais bem apuradas. Esperamos que no prazo de 30 dias possamos concluir totalmente o inquérito policial mais próximo dos fatos. Esse crime não ficará impune, isso é o mais importante”, conclui.
Segundo testemunhas, o ex-companheiro invadiu a casa de Thalia, que tinha deficiência auditiva, e efetuou os disparos. Ela ainda tentou se esconder no quarto, mas o projétil atravessou a porta e a atingiu no tórax. Thalia foi assassinada na frente dos familiares, entre eles, os sobrinhos, de 14 e 8 anos. Um vídeo e conversas de aplicativo mostram que ele já havia ameaçado a jovem.
Após se apresentar à polícia e prestar depoimento, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Jaraguá do Sul.