Um homem de 62 anos descumpriu uma medida de proteção, ameaçou a esposa, uma mulher de 55 anos, e ateou fogo na casa dela na linha Sede Trentin, localizada na reserva indígena, de Chapecó. O caso foi registrado por volta das 11h30 de domingo (22) quando o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para combater o incêndio.
Um homem descumpriu medida protetiva, ameaçou de morte e colocou fogo na casa da esposa em Chapecó. — Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução/NDO suspeito teria saído de casa a cerca de 30 dias, pois além da medida protetiva solicitada pela esposa, a vizinha, uma adolescente de 15 anos, também solicitou proteção contra o homem. Em função disso, pelas casas estarem próximas, o idoso teve que sair do local.
Na madrugada de domingo ele teria retornado para a casa, onde a esposa dele mora, pediu comida e ameaçou a mulher de morte. Durante toda a madrugada, segundo relato da vítima para a polícia, o homem ficou com a esposa e lhe ameaçava com um facão no pescoço.
SeguirQuando amanheceu, a mulher conseguiu escapar e pediu ajuda para a cunhada e para o sobrinho. No momento em que conversava com os familiares, a mulher recebeu uma ligação com a informação de que a própria residência estava incendiada.
No momento em que a guarnição chegou no local, o suspeito havia sido encaminhado ao (Hospital Regional do Oeste) para atendimento médico, pois, segundo os bombeiros, o homem havia tentado suicídio, logo após ter ateado fogo na residência.
Após colher os relatos e coletar imagens do local, a PM foi ao HRO onde conversou com o médico. O profissional que atendeu o homem informou que ele estava impossibilitado de prestar depoimento devido a gravide do ferimento.
O caso foi registrado por volta das 11h30 de domingo (22) quando o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para combater o incêndio. — Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução/NDRegião líder em feminicídios
A região Oeste de Santa Catarina lidera o ranking estadual de feminicídios. Já são três anos seguidos, segundo dados de 2020 a 2022 da SSP/SC (Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina).
Até o dia 14 de dezembro de 2022, a região somou 19 dos 54 feminicídios registrados no Estado no ano, o que representa 35% das mortes motivadas por violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher.
Como denunciar
Em caso de suspeita de violação dos direitos de uma mulher, a vítima, ou o denunciante, deve procurar a delegacia de polícia especializada mais próxima. A denúncia pode ser feita nos números de telefone 180, 190 ou 197. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que apoia a Operação Maria da Penha, também mantém a Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180, que oferece escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência, registrando e encaminhando denúncias, reclamações, sugestões ou elogios aos órgão competentes.