Mais um feminicídio endossou as estatísticas de Santa Catarina. O motivo do assassinato foi o mais comum entre os casos de mortes de mulheres – ele não aceitou do fim do relacionamento. O crime ocorreu na tarde desta segunda-feira (29), em Joinville, no Norte do Estado. A mãe da vítima também foi atingida por dois disparos e está internada no hospital.
Luana Rutzen, 22 anos, foi morta com três disparos – Reprodução/Facebook/NDLuana Rutzen, 22 anos, havia colocado um ponto final na relação com Marcelo de Carvalho, 31 anos, na semana passada. Ela saiu da casa onde morava com o companheiro, na zona Leste, e foi para a casa da mãe, no bairro Vila Nova, zona Oeste do município.
De acordo com o delegado Wanderson Alves, da Delegacia de Homicídios de Joinville, Marcelo atirou na cabeça da jovem e, quando já estava a caminho do carro, retornou e fez mais dois disparos para garantir a morte da garota.
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A mãe, Liliane Aparecida dos Santos, 45 anos, que tentou proteger a filha, também foi atingida por dois disparos no pescoço. Ela foi socorrida e levada para o hospital onde permanece internada.
Marcelo que segundo a polícia tem antecedentes criminais por homicídio, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e ameaça, está foragido. Ele já cumpria a pena em regime aberto com o uso de tornozeleira eletrônica, mas cortou o equipamento com uma faca e agora está foragido. Testemunhas já foram ouvidas e ele está sendo procurado.
Luana foi a 19ª vítima de feminicídio neste ano em Santa Catarina, segundo a última atualização do boletim semanal de indicadores da Secretaria de Segurança Pública. O crescimento desse tipo de crime já é de 47,3% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando 10 mulheres foram mortas.
O feminicídio é uma qualificadora do homicídio e aumenta a pena de seis a 12 anos para 12 a 30 anos. A lei em vigor desde 2015 tem por objetivo dar luz aos crimes cometidos contra mulheres por razões da condição de sexo feminino tanto em circunstância de “violência doméstica e familiar” quanto “pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.