Homem morto em suposta briga por política em SC vestia camisa de Bolsonaro

Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o que de fato motivou a briga que acabou com morte em Rio do Sul

Redação ND Blumenau

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Hildor Henker, de 34 anos, morto em suposta briga por política em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, no último sábado (24), estava usando uma camisa do Bolsonaro no momento da discussão. A Polícia Civil já identificou o principal suspeito, um homem de 58 anos que segue foragido. Um inquérito foi instaurado para apurar a motivação do crime.

Homem morto em suposta briga por política em SC vestia camisa de Bolsonaro – Foto: Reprodução/Internet/Google MapsHomem morto em suposta briga por política em SC vestia camisa de Bolsonaro – Foto: Reprodução/Internet/Google Maps

O crime ocorreu em um bar localizado no bairro Fundo Canoas, por volta de 16h30. Segundo relatos de amigos, a vítima e o autor do crime já se conheciam, e estavam bebendo juntos antes de o crime ocorrer.

Tudo começou quando o homem de 58 anos teria dado um tapa no rosto de Hildor, que, contrariado, levantou e pegou-o pelo colarinho, arrastando-o para fora do bar. Eles estariam discutindo por diferentes assuntos, entre eles por questões políticas. A vítima estava usando uma camisa do Bolsonaro, com a frase “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, no momento da confusão.

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Quando a vítima volta para dentro do estabelecimento, já estaria ferido e com a roupa suja de sangue. O autor do crime golpeou Hildor com um canivete. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil.

Ainda segundo conhecidos, o autor do crime teria uma desavença antiga com o pai de Hildor. No entanto, era considerado uma pessoa “tranquila”. “Uma pessoa do bairro, que toda quinta-feira ia com a mulher dançar no clube”, disse uma conhecida, que preferiu não se identificar.

No entanto, a Polícia Civil ainda não confirma a motivação do crime, tendo aberto um inquérito para apurar as circunstâncias. “Todas as hipóteses estão sendo avaliadas. Desde uma briga dentro de um bar, desde motivação política ou desde um assunto familiar”, ressalta o delegado responsável pela investigação, Juliano Cesar Tumitan.

O delegado ainda reforça que algumas testemunhas ainda precisam ser ouvidas, imagens de câmeras de segurança analisadas e os laudos periciais devem chegar para a conclusão da investigação. Até o momento o principal suspeito de ter cometido o crime segue foragido.

“Ninguém entende o porquê”

A reportagem também conversou com um colega de trabalho de Hildor, que acompanhou o velório e sepultamento nesta segunda-feira (26). Segundo o colega, a vítima era “uma pessoa maravilhosa, todo mundo gostava dele”, contou.

Toda a diversão e carisma, no trabalho, se transformavam em dedicação, vontade de fazer acontecer. Tanto que Hildor foi promovido a agente sócio-educativo do Casep (Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório) da cidade há apenas um mês. Em meio à tristeza, os colegas buscam respostas. “Ninguém entende o porquê”, diz.

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