Homem que abusou sexualmente da irmã por quase 10 anos é preso em Palhoça

Condenado a 15 anos de prisão pelos crimes contra a irmã, o homem foi localizado pela polícia no bairro Alto Aririú

Foto de Leicilane Tomazini

Leicilane Tomazini Florianópolis

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Um homem foi preso em Palhoça, na Grande Florianópolis, suspeito de abusar sexualmente da própria irmã. A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão, expedido pelo Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher da Comarca da Capital, nesta segunda-feira (16), no bairro Alto Aririú.

Mulher fazendo gesto com a mão para representar a violência sofrida pela irmã do suspeitoHomem que abusou sexualmente da irmã por quase 10 anos é preso em Palhoça – Foto: Reprodução/ND

Segundo a polícia, o homem foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado por ter abusado sexualmente de sua irmã, de forma contínua, desde que a vítima tinha 9 anos de idade.

O homem responderá pelo crime de estupro, com aumento de pena por ser familiar da vítima e pelo fato de o crime ter ocorrido de forma continuada.

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Como o nome do suspeito não foi divulgado, a reportagem não conseguiu localizar sua defesa.

Abusos contra a irmã ocorriam quando os pais saíam para trabalhar

Segundo a investigação, os abusos ocorriam quando os pais adotivos da jovem saíam para trabalhar e ela permanecia com o irmão mais velho em casa. A vítima narrou em seu depoimento que foi violentada dos nove aos 19 anos pelo suspeito e que não tinha coragem em denunciá-lo “por ele ser forte e violento”.

Defesa do acusado pediu revisão do processo sob a alegação de ausência de provas, afirmando que a irmã teria reproduzido “falsas memórias” – Foto: Reprodução/NDDefesa do acusado pediu revisão do processo sob a alegação de ausência de provas, afirmando que a irmã teria reproduzido “falsas memórias” – Foto: Reprodução/ND

Quando recorreu da decisão, a defesa do acusado pediu revisão do processo sob a alegação de ausência de provas, afirmando que a vítima teria reproduzido “falsas memórias” sobre o ocorrido.

O 2º Grupo de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu, contudo, não conhecer o pedido e manteve a condenação do suspeito.

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