O homem de 27 anos suspeito de atropelar um grupo de adolescentes no Campeche, em Florianópolis, disse que não se lembrava de ter atingido as vítimas. Em depoimento para a Polícia Civil na quarta-feira (26), o motorista admitiu, ainda, que estava acima de 80 km/h, e que havia bebido quando saiu do bloco Onodi, no domingo (23).
Ele prestou depoimento, foi liberado e irá responder o crime em liberdade. A velocidade máxima permitida na via em que o crime ocorreu é de 60 km/h.
Sirene – Foto: ReproduçãoO homem foi localizado pela Polícia Civil enquanto trabalhava em um estabelecimento no bairro Rio Tavares.
SeguirSegundo João Loss, da 10ª Delegacia de Polícia da Capital, o atropelador é zelador de um prédio na região e o carro que conduzia no momento da ocorrência foi apreendido e passará por perícia.
“O tempo em que a gente conversou com ele foi mais ou menos de uma hora. Ele foi convidado a prestar depoimento e foi. Ele disse tudo, falou que tinha ingerido bebida e que não se lembrava de ter atropelado ninguém”, disse o delegado.
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No total, cinco pessoas, com idade entre 14 e 16 anos, foram atingidas. Na tarde de quarta, dois adolescentes foram ouvidos. Ao longo da semana, outras duas vítimas devem prestar depoimento à polícia.
Já a adolescente que sofreu traumatismo craniano e segue internada, será ouvida quando o seu quadro clínico melhorar. Além do depoimento, ela precisará passar por dois exames de corpo e delito. Isso deve ocorrer nas próximas semanas, segundo a polícia.
Os adolescentes estavam em um grupo de 11 pessoas e saíam do bloco por volta das 22h. O atropelamento aconteceu na região conhecida como Lagoa Pequena, no Novo Campeche.
Namorada de suspeito também foi ouvida
Além do homem que confessou o atropelamento, a namorada dele também foi ouvida pela Polícia Civil. Conforme o delegado Loss, o casal havia discutido antes de deixar a festa de Carnaval e saiu do local com pressa. A identidade da mulher não foi divulgada.
“Eles brigaram. Ele queria ficar e ela queria ir embora, aí eles saíram de lá meio correndo”, contou o delegado.
O inquérito que investiga o caso deve ser finalizado em 30 dias. Além da qualificadora por omissão de socorro, o zelador deve ser indiciado por lesão corporal e crimes de trânsito.