Homem sobrevive a mais de 10h de viagem clandestina em avião

Sobrevivente enfrentou riscos de queda, além das baixas temperaturas e pressão atmosféricas do céu, que tornam a viagem clandestina de avião uma sentença de morte

Redação ND Florianópolis

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Após o pouso um homem foi encontrado vivo no trem de pouso de um avião de carga que partiu da África do Sul em direção à Amsterdã. Sem idade ou nacionalidade confirmadas, ele foi resgatado com vida da área externa do avião, tendo sobrevivido às baixas temperaturas do céu.

Boing 747-400 onde homem foi encontrado com vida após viagem clandestina – Foto: Reprodução/R7/NDBoing 747-400 onde homem foi encontrado com vida após viagem clandestina – Foto: Reprodução/R7/ND

“Definitivamente, é muito incomum que alguém tenha conseguido sobreviver ao frio em altitude tão elevada. É muito, muito incomum”, disse a porta-voz da polícia real Holandesa, Joanna Helmonds, neste domingo (24) . As informações são do portal R7.

Suspeita-se que o homem tenha subido no avião antes da decolagem em Johanesburgo, na África do Sul. A aeronave pertence à companhia aérea italiana Cargolux., que confirmou a ocorrência à Agência Reuters.

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Mais de 10h de voo

No site Schiphol, que realiza coletas de dados de rastreamento dos voos, o único avião que pousou no domingo em Schiphol, em Amsterdã, foi o cargueiro Boeing 747. Os registros indicam que ele partiu de Johanesburgo  com escala posterior em Nairóbi, no Quênia.

Outra plataforma de rastreamento, a RadarBox.com, mostra que o avião decolou às 19h30 do sábado e pousou em Nairóbi às 0h17. A próxima decolagem aconteceu às 4h16, chegando às 11h45 em Amsterdã. Ao todo, o trajeto levou 11 horas e 36 minutos.

Riscos dos embarques clandestinos

As pessoas que embarcam nos voos clandestinos correm sérios riscos de vida em todas as etapas do voo. Quedas, hipotermia devido às baixas temperaturas e hipóxia por causa da baixa pressão atmosférica nas grandes altitudes.

Segundo a porta-voz da polícia, as tentativas são raras, mas as registradas anteriormente envolveram passageiros clandestinos que imigravam da Nigéria e do Quênia.

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