Homicídio, tráfico e associação criminosa: quem é o chefão do PCC preso em Chapecó

G.V. estava na lista dos 15 criminosos mais procurados de Santa Catarina; homicídios, associação ao tráfico e crimes correlatos estão entre as condenações do catarinense

Foto de Vivian Leal

Vivian Leal Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Localizado pela polícia militar em Chapecó, no Oeste catarinense, o foragido da Justiça, identificado sob as iniciais G.V., constava como um dos 15 criminosos mais procurados pelas autoridades de Santa Catarina. Ele foi preso no último sábado (24).

Além de tráfico de drogas e associação ao tráfico, o catarinense chefão do PCC, de 35 anos, também já havia sido condenado por homicídio e organização criminosa. As penas, somadas, ultrapassam os 30 anos de reclusão.

Após a captura, chefão do PCC foi levado para o Presídio Regional de Chapecó, no Oeste catarinenseApós a captura, chefão do PCC foi levado para o Presídio Regional de Chapecó, no Oeste catarinense – Foto: Governo de SC/ Reprodução/ ND

Quem é um dos criminosos mais procurados de SC

A apuração realizada pelo ND Mais aponta que G.V. ingressou no crime em meados de 2010, quando foi denunciado por lesão corporal. Três anos depois, em 2013, foi detido por tráfico de drogas.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Ele foi condenado pelo Poder Judiciário três vezes. A primeira aconteceu em 2018, quando foi sentenciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena estabelecida foi de 18 anos e 8 meses de reclusão.

Dois anos depois, o criminoso foi condenado a 11 anos de prisão, por tráfico de drogas e associação para o tráfico. No mesmo processo, ele também foi condenado a um ano de detenção, em regime aberto, por posse irregular de arma de fogo.

“Comando de organização criminosa”, diz condenação

A última e mais recente sentença veio em 2021, quando foi condenado a sete anos e três meses de prisão em regime fechado, por integrar organização criminosa. Dentre as qualificadoras para o aumento da pena, está o caput 3º, que se refere a quem “exerce o comando, individual ou coletivo, da organização criminosa”.

Somadas, as condenações atingem 36 anos e 11 meses de prisão. Além destes casos, o catarinense também respondeu a um processo por lavagem de dinheiro, mas o inquérito foi arquivado.

Foragido por seis anos, criminoso catarinense foi localizado pela PM de Chapecó – Foto: Giovanni Silva/Divulgação/NDForagido por seis anos, criminoso catarinense foi localizado pela PM de Chapecó – Foto: Giovanni Silva/Divulgação/ND

Por que chefão do PCC estava solto?

Mesmo com três mandados de prisão em aberto — todos relacionados às condenações judiciais — o criminoso catarinense estava foragido desde 2018. À época, ele chegou a ser preso, mas conseguiu deferimento para um pedido de soltura.

Pouco depois, o Ministério Público de Santa Catarina ingressou com recurso, o que determinou que G.V. voltasse ao regime fechado. Contudo, desde então não foi mais localizado pela Justiça. No sábado (24), ele foi encontrado pela PM em Chapecó, no Oeste catarinense.

No apartamento em que estava foram localizadas drogas, um caderno de anotações, dois celulares, dinheiro em espécie e documentos falsos usados por ele.

Criminoso tinha três mandados de prisão desde 2018

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, o detido em Chapecó figurava na lista dos 15 mais procurados pelo Poder Judiciário. O levantamento considera autores de crimes hediondos e equiparados, número de prisões em aberto e participação em organizações criminosas — no caso dele, o PCC.

Dados abertos da segurança pública mostram que ele tinha três mandados de prisão em aberto desde 2018. Segundo a PCSC, naquele ano, o criminoso quebrou as regras de monitoramento eletrônico, não sendo localizado desde então. Após a captura, G.V. foi levado para o Presídio Regional de Chapecó.

Processos estão em fase de recurso, diz defesa

À reportagem, a defesa do condenado afirma que “todos os processos mencionados encontram-se atualmente em fase de recurso, tramitando nas instâncias superiores”.

Por esta razão, as “decisões anteriormente proferidas ainda estão sujeitas a revisão, e a defesa está ativamente empenhada em demonstrar a incorreção das acusações”, completa. “Estamos confiantes de que, com o avanço dos recursos, as instâncias superiores reconhecerão a verdade dos fatos e corrigirão eventuais equívocos”, finalizam os advogados.

Tópicos relacionados