A Polícia Civil de Itajaí cumpriu mandados de busca e apreensão no Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen e na casa do médico Gustavo Deboni na manhã desta sexta-feira (8), a operação tem relação com o processo que investiga o médico de abreviar vidas dos pacientes.
De acordo com a DIC (Divisão de Investigação Criminal) as apreensões são relacionadas a suposto hackeamento do sistema do hospital feito por Deboni.
Após Hospital Marieta abrir dez novas vagas de UTI para Covid-19, Balneário Camboriú tenta transferência de pacientes para instituição em Itajaí – Foto: Bruno Golembiewski/ND ItajaíForam apreendidos os “logs” do sistema do hospital e alguns documentos. Houve também a fixação de medida cautelar da proibição do exercício da medicina em desfavor do médico.
SeguirDeboni também segue proibido de dar aulas e atuar na gestão de hospitais. O delegado também pediu a prisão preventiva do médico, mas foi negado.
De acordo com o delegado Rafael Lorencetti, Gustavo Deboni não foi encontrado em sua residência no condomínio Brava Beach, na Praia Brava. Ele foi intimado a comparecer a delegacia para prestar depoimentos.
O médico deve ser indiciado ao final do inquérito. Por meio de nota o Hospital Marieta afirmou que não vai comentar o caso.
Em nota, a defesa do médico afirmou que isso é um procedimento normal em uma investigação criminal e que “a inocência do dr. Gustavo será provada”.
Confira na íntegra:
Sobre a operação da Polícia Civil de Itajaí realizada nesta manhã para apreensão de computadores, o advogado de defesa do médico Gustavo Deboni, Erial Lopes de Haro, esclarece:
“É um desdobramento natural de investigação criminal, tendo em vista alegação do Ministério Público de hackeamento do sistema. Estamos tranquilos em relação a isto e a inocência do Dr. Gustavo será provada”.