Uma idosa, de 62 anos, foi presa por embriaguez ao volante e suspeita de tentar atropelar manifestantes em frente a Marinha, no Centro de Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina. A confusão foi na noite desta quarta-feira (23).
Motorista teria invadido local em que manifestantes estavam – Foto: Polícia Militar Itajaí/Reprodução/NDA Polícia Militar foi acionada por volta das 23h, para um chamado de embriaguez ao volante. No local, os policiais encontraram a idosa e o marido, de 67 anos, que estavam cercados por inúmeras pessoas no intuito de impedir que eles fugissem do local.
Supostamente a mulher teria causado um acidente ao tentar “jogar” o carro contra pessoas que estavam se manifestando no local, em frente ao quartel da Marinha.
SeguirO que diz a idosa
Por conta disso, a guarnição foi conversar com o casal para entender o que aconteceu. A idosa contou que conversou com algumas pessoas que estavam presentes para poder estacionar o veículo no local, porém não sabe quem foi e que esteve na manifestação com a intenção de falar a sua opinião, mas não foi autorizado por estar ingerindo bebida alcoólica.
Então ao sair do local, ainda de acordo com a idosa, um adolescente e um homem a acompanharam tentando entender o que aconteceu, e debatendo sobre a polarização, até solicitarem que ela fosse embora, a acompanhado até o Mercado Público.
Após aproximadamente meia hora, a idosa retornou ao local para retirar o carro dali. Nesse momento, um grupo de pessoas teria ido em direção a mulher, afirmando que ela não sairia do local até a chegada dos policiais.
Os manifestantes ainda teriam tentado retirar a chave do veículos das mãos da idosa.
A mulher conta que saiu andando, e ligou para o seu marido. Ela aguardava por ele em uma das mesas do Mercado Público quando um grupo de pessoas se aproximou, segurou sua bolsa e seu celular e não a deixaram sair.
O marido da idosa afirma que que estava no local e recebeu uma ligação da sua mulher pedindo que fosse até o Mercado Público. Ele afirma que solicitou aos manifestantes que devolvessem a bolsa e o celular dela, pedido esse que foi atendido.
O que dizem os manifestantes
Uma das manifestantes que testemunharam os fatos, de 40 anos, relata que a mulher pediu para falar no palanque no local da manifestação, mas teve o pedido negado por apresentar sintomas de embriaguez.
Ela teria sido orientada a ficar no local e ouvir as reivindicações. Depois disso, a mulher conta que não viu mais a idosa.
Um homem, de 48 anos, conta que a idosa já teria causado confusão com as cozinheiras presentes na manifestação. Ele afirma que viu a idosa dirigindo e que ela conduziu o veículo em sua direção, tendo subido na calçada e, nesse momento, furado os pneus dianteiros do veículo.
A mulher foi detida e a chave do carro entregue aos policiais. Uma das testemunhas que prestou depoimento alega que também teve o celular quebrado por ela.
O marido da idosa teria prometido pagar pelo celular da testemunha.
A Guarda Municipal foi acionada e ouviu uma testemunha que afirmou que a senhora teria perdido o controle e batido o veículo, e, ao tentar dar a ré, furou o pneu e não conseguiu sair.
Ainda segundo o relato, os manifestante teriam segurado a mulher e as chaves do carro com medo que ela fugisse do local.
A idosa se negou a realizar o teste do bafômetro. Contudo, por apresentar sinais de embriaguez, os policiais lavraram o auto de constatação de sintomas de embriaguez.
Foram também lavrados os procedimentos de trânsito pela condução do veículo sob influência de álcool e por conduzir veículo com a CNH suspensa.
Já o marido da idosa e proprietário do veículo recebeu infração por entregar o veículo a pessoa com a CNH suspensa.
A mulher foi atuada em flagrante e apresentada na delegacia. O delegado plantonista também a autuou pelo crime de trânsito, assim como estipulou um valor de fiança.
Após pagamento da fiança, a mulher foi colocada em liberdade provisória.
A guarnição conduziu o casal para lavratura dos procedimentos cabíveis e apresentação da autora ao delegado plantonista na Central de Plantão Policial de Itajaí. As partes foram orientadas, finalizado o atendimento e a guarnição seguiu em patrulhamento.
Segundo informações da Polícia Militar, a mulher é servidora pública da área da saúde em Itajaí.