Um idoso de 69 anos foi vítima de um golpe e perdeu R$ 111 mil neste fim de semana, em Blumenau. O homem ficou com o cartão preso no caixa eletrônico e acabou passando os dados bancários para resolver a situação para um suposto funcionário do banco que estava no telefone. Com as informações, os golpistas fizeram várias transações e ‘limparam’ o saldo da conta.
O caso aconteceu no último sábado (2) em uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) do bairro Velha. A reportagem da NDTV conversou com a filha do idoso, que contou como tudo aconteceu.
Filha do idoso conversou com a reportagem e contou como tudo aconteceu – Foto: Rodrigo Vieira/NDTVO golpe
A mulher, que não quis se identificar por medo, contou que o pai teve o cartão de débito preso durante uma transação no caixa eletrônico. No local haviam algumas pessoas que também afirmaram que prenderam o cartão no caixa e uma mulher apareceu dizendo que já estava em contato com o banco.
SeguirEsta mulher então se dirige ao idoso e pede para ele informar a situação para o suposto funcionário do banco que estava ao telefone. O homem então passa as informações bancárias, sem desconfiar de nada. Após isso, a mulher sugere que o idoso vá buscar alguma possível ferramenta para ajudar a remover o cartão preso.
O homem então vai até o carro e quando retorna não encontra mais ninguém no local. O cartão, que estava preso no caixa eletrônico, também havia desaparecido.
Saldo quase zerado
A conta do idoso tinha R$ 111 mil reais e ficou apenas R$ 48. Ao longo de todo o fim de semana os golpistas fizeram várias transações, transferências e saques.
A família suspeita que os criminosos instalaram um equipamento conhecido como “chupa cabra” que é feito para prender o cartão nos caixas eletrônicos.
A família fez um boletim de ocorrência do ocorrido e também acionou a agência bancária em relação ao cancelamento do cartão. A filha do idoso questiona o banco sobre a demora de cancelarem o cartão e também a falta de segurança em relação aos limites de saque e transações diárias.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da CEF, mas não teve uma resposta até o fechamento do material.
*Colaborou Rodrigo Vieira