Idoso de 79 anos quase perde R$ 2.590 em golpe pelo WhatsApp em Florianópolis

Caso foi relatado pela filha no Facebook e família traz alerta para essa prática

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Um idoso de 79 anos quase perdeu R$ 2.590 em um golpe pelo WhatsApp. O caso aconteceu na última quarta-feira (13) em Florianópolis. Kasuo Konishi chegou a ir ao banco para fazer o depósito na conta dos golpistas.

Idoso quase perde R$ 2.590 em golpe por WhatsApp – Foto: Reprodução + Unplash/Divulgação/NDIdoso quase perde R$ 2.590 em golpe por WhatsApp – Foto: Reprodução + Unplash/Divulgação/ND

Era início da tarde quando Kasuo Konishi, morador do Sul da Ilha, recebeu uma mensagem pedindo o dinheiro. Na mensagem o golpista se passava por sua filha, Valéria Konishi. “Boa tarde pai tive um problema com meu celular e estou com esse número provisório”, dizia a primeira mensagem.

Kasuo explicou ao ND+ que em nenhum momento desconfiou sozinho que poderia ser um golpe. A ajuda veio quando foi ao banco para fazer o depósito em dinheiro para, supostamente, sua filha.

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“Cheguei no banco e já o menino que estava na porta atendendo me disse que isso parecia ser um golpe. Ele me orientou a ligar para ela, mas eu não estava com o celular [número] dela naquela hora”, explicou.

Foi então que Konishi decidiu ir até a casa de sua filha, que fica próximo ao banco. Lá ele ficou sabendo que Valéria não mandou nenhuma mensagem para o pai e muito menos havia pedido algum dinheiro.

“A gente que não entende muito de celular fica meio perdido neste momento. Se eu tivesse o pix cadastrado já teria feito o depósito na hora. Por isso fui ao banco para poder depositar”, explica o ex-professor de judô Kasuo Konishi.

Kasuo Konishi diz que se tivesse pix cadastrado teria feito o deposito na hora para os golpistas por achar que se tratava de sua filha – Foto: TV Brasil/CC0/Domínio Público/Divulgação/NDKasuo Konishi diz que se tivesse pix cadastrado teria feito o deposito na hora para os golpistas por achar que se tratava de sua filha – Foto: TV Brasil/CC0/Domínio Público/Divulgação/ND

Confira o relato no Facebook

Hoje tentaram dar um golpe no meu pai,mandaram uma mensagem no whats se passando por mim e pedindo 2.590,00,por sorte…

Posted by Valeria Konishi on Wednesday, July 13, 2022

Sem B.O

Valéria orientou que o pai, já em sua casa e ciente do golpe, da necessidade de fazer um B.O. (Boletim de Ocorrência) para passar o caso para polícia. Ela conta que primeiro ligou para a Polícia Militar e foi orientada a ligar para a Polícia Civil – foi o que fez.

“O policial que me atendeu disse que era para ir até a delegacia do Saco dos Limões, porém ele disse que não ia resolver muito não. Inclusive até a mãe dele teria sofrido um golpe mês passado. Acabamos não indo porque, como ele disse, seria uma coisa à toa”, explicou a filha. Após a tentativa de golpe, Kasuo só fala por ligações em vídeo.

Orientações da Polícia Civil

Segundo o delegado da 5ª Delegacia de Polícia de Santa Catarina, Verdi Furlanetto, a principal dica é sempre desconfiar.

“Esse golpe é muito antigo e comum. Eles fazem uma engenharia social. O segredo é desconfiar sempre de tudo. A orientação é jamais depositar e  sempre se certificar sobre quem se está falando. Quando pedirem fale ‘amanhã eu deposito’ e tente falar com a real pessoa que pediu o dinheiro”, explcou Fulanetto.

O delegado explicou ainda que não pode revelar o método pelo qual estas pessoas são investigadas, para que os criminosos não possam burlar os rastros onde são pegos.

De acordo com a Polícia Civil a orientação é sempre fazer B.O., que pode ser registrado em delegacias de polícia ou pela Delegacia Virtual. Sobre investigações de golpes a Polícia Civil disse que são feitas em todas as regiões de Santa Catarina.

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