Um idoso, de 63 anos, foi preso às 13 h desta terça-feira (30) em São José, na Grande Florianópolis. Ele estava foragido há um mês após ser acusado de estuprar três irmãs no bairro Planalto, em Pato Branco, no Paraná.
As vítimas são duas gêmeas e a irmã mais nova, com idades entre oito e dez anos na época do crime.
Casos ocorreram quando as meninas tinham idades entre 8 e 10 anos – Foto: Pixels/Divulgação/NDOs fatos ocorreram durante dois anos, em 2014 e 2015. O idoso era amigo próximo da mãe das vítimas e convidava as crianças para “brincar” no seu computador quando a mãe o visitava, informa a delegada Franciele Alberton, da Delegacia da Mulher, de Pato Branco.
SeguirEra quando ele colocava as crianças no colo e mostrava vídeos pornográficos enquanto acariciava os seios e as genitálias das vítimas. Para as crianças não denunciarem os abusos, ele as ameaçava de morte. O autor do crime também falava que mataria a mãe e o pai das vítimas.
O ciclo de abusos foi interrompido quando uma das gêmeas assistiu uma palestra sobre abuso sexual na escola e contou aos familiares. A Polícia Civil instaurou inquérito e os crimes foram reiterados pelas irmãs.
Pornografia infantil
A Polícia representou pela prisão preventiva do então suspeito, entretanto a Justiça apenas acatou o pedido de busca e apreensão. No computador do idoso foram encontrados vídeos e pesquisas por pornografia infantil, o que corroborou o relato das vítimas, afirma Alberton.
Após uma investigação de dois meses e indiciamento, a sentença saiu apenas em fevereiro deste ano. O idoso foi condenado a 32 anos de prisão pelos estupros, mas entrou com recurso. A decisão foi reformada para 28 anos. Quando os policiais foram cumprir a ordem de prisão, ele havia fugido.
As buscas pelo foragido movimentaram a Polícia Civil de São José. Os agentes ficaram monitorando a casa da enteada do idoso, que morava em São José. Após uma semana de vigília, o autor do crime foi pego em flagrante pelos policiais.
Gêmeas convivem com trauma
As duas irmãs gêmeas, hoje com 15 anos, continuam recebendo acompanhamento psicológico, afirma Alberton. “As maiores estão com mais dificuldades em se recuperar. Até hoje convivem com as dificuldades dos traumas”.
“Os pais precisam ter vigilância. A grande maioria dos estupros ocorre por meio de pessoas do seio ou do meio familiar. É por causa dessa confiança que conseguem tirar a vigilância dos pais”, alerta a delegada.
Os responsáveis devem ficar atentos quando uma pessoa costuma levar as crianças para locais isolados.