A Defesa Civil de Florianópolis interditou dois imóveis na servidão Olga Lacerda, no Monte Verde, em Florianópolis, nesta quarta-feira (27). As interdições são preventivas, pois os imóveis apresentam rachaduras e infiltrações de água. Um deles é um prédio onde moram 12 adultos e seis crianças, enquanto o outro é uma casa onde moram dois adultos.
Os dois imóveis interditados pela Defesa Civil, no Monte Verde, em Florianópolis, deixaram 18 pessoas desalojadas – Foto: Reprodução/Defesa Civil de FlorianópolisSegundo informações da própria Defesa Civil, todas as famílias desalojadas estão acolhidas. Eles estão nas casas de parentes e amigos.
A interdição da Defesa Civil quer evitar o risco de desabamento e um desastre como ocorreu no último domingo (24), no bairro Saco Grande, quando mãe e filha morreram soterradas, depois que o muro do vizinho caiu sobre a casa delas.
SeguirChuva de um mês caiu em um dia
Neste dia, o muro de um vizinho desabou sobre uma casa, matando mãe e filha e, segundo a Epagri, 240,40mm de chuva foram registrados na Capital. Ou seja, em um dia, choveu o equivalente à média da região em todo mês de janeiro, que é de 200 a 250mm.
Chove desde o domingo (17) na Capital. Somente nesta quarta-feira (27), a chuva deu trégua até o final da tarde.
Outro desastre ocorreu na capital na segunda-feira (25): um lago artificial da Casan rompeu, na Lagoa da Conceição, alagando casas e trazendo prejuízos a cerca de 50 famílias de uma servidão.
Sem previsão de retorno aos imóveis interditados
Segundo a Defesa Civil, os moradores do prédio e da casa interditada nesta quarta, só poderão retornar para os seus lares, quando a edificação não apresentar perigo.
Muro com rachadura nas residências interditadas no Monte Verde, em Florianópolis – Foto: Reprodução/Defesa Civil de FlorianópolisO órgão também informou que o local está sendo monitorado e que foi acionada pelos próprios moradores.
O ND+ também procurou a Secretaria de Assistência Social do Município para saber se as famílias que vivem nos imóveis interditados estão recebendo algum tipo de auxílio do município.
De acordo com a assessoria, as técnicas do Cras Norte III, que fica no Saco Grande, estão acompanhando todas as famílias. Além disso, a assessoria do órgão explicou que não foi necessário encaminhar nenhum dos moradores para abrigos, pois todas as pessoas se organizaram por conta própria com a rede parental ou amigos.