Incêndio de grandes proporções atinge passagem do Maciambu e afeta cerca de 150 hectares

Foram mais de 24h de trabalho para conter o incêndio que atingiu a vegetação da passagem do Maciambu, em Palhoça

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Um incêndio de grandes proporções atingiu a área de vegetação na passagem do Maciambu, no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Os bombeiros foram chamados para combater as chamas no sábado (2), por volta das 14h22. Foram mais de 24h de trabalho para extinguir o fogo. Os bombeiros estimam que cerca de 150 hectares tenham sidos afetados pelo incêndio.

  • 1 de 2
    Equipes levaram mais de 24h para combater o fogo - CBMSC/Divulgação/ND
    Equipes levaram mais de 24h para combater o fogo - CBMSC/Divulgação/ND
  • 2 de 2
    Bombeiros estimam que aproximadamente 150 hectares foram atingidos pelo incêndio - CBMSC/Divulgação/ND
    Bombeiros estimam que aproximadamente 150 hectares foram atingidos pelo incêndio - CBMSC/Divulgação/ND

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, as equipes conseguiram combater o fogo por volta das 18h de domingo (3). Além dos bombeiros, a PMA (Polícia Militar Ambiental), a Brigada do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e o helicóptero Águia da PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) também auxiliaram na ocorrência.

Dificuldades para combater o incêndio

As equipes que atuaram no combate ao fogo encontraram dificuldade de acessar os focos do incêndio, pois as chamas atingiram uma área de banhado, em que a vegetação atingia a cintura dos bombeiros.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Conforme o capitão do CBMSC, Wagner Cardeal, os acessos eram bem difíceis. “É uma região de banhado. A vegetação é de um capim grosso, de médio porte, mas como era banhado a locomoção era muito complicada. Para conseguir fazer o combate fica tudo mais difícil”, explica.

O capitão ainda destacou que o terreno era irregular, com vários buracos. “Tinham pontos em que o banhado ficava um pouco mais fundo”, destaca.

Cardeal ainda reforçou que não ter acesso para a entrada de caminhões dificultou os trabalhos. “Houve o combate com água com auxílio do Águia (aeronave da PMSC), mas se tivesse a possibilidade de levar uma mangueira até os focos de incêndio seria bem mais fácil. Tivemos que fazer o combate por meio de batedores, com difícil deslocamento”, explicou o capitão.

Bombeiros tiveram dificuldades para combater o incêndio que atingiu a vegetação na passagem do Maciambu – Vídeo: CBMSC/Divulgação/ND

Cerca de 150 hectares atingidos pelo fogo

Segundo os bombeiros e o IMA (Instituto do Meio Ambiente), a estimativa é que o incêndio tenha atingido uma área de 150 hectares, impactando a vegetação de restinga.

O local é habitado por animais como cágados e jabutis, cachorro-do-mato, gato-do-mato, anta, ouriço-cacheiro, cobra coral, cobra-cipó, lagarto teiú, jacaré do papo amarelo e diversas outras espécies de aves.

Mais de 24h de trabalhos

Foram mais de 24h de trabalho para conseguir combater o fogo que atingiu a vegetação.

Os trabalhos de combate às chamas, que iniciaram no sábado a tarde, seguiram durante a madrugada de domingo, com auxílio de bombeiros de Biguaçu, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça.

Ao longo do domingo, três equipes se dividiram em pontos estratégicos, mapeados durante sobrevoo do helicóptero Águia-02.

No total, 36 profissionais atuaram no local, sendo 12 bombeiros, 19 integrantes da PMA e cinco da Brigada do Parque.

Causar incêndio em mata ou floresta é crime

O capitão informou que ainda não se sabe o que causou o início do incêndio. Apesar disso, os bombeiros alertaram que provocar incêndio em mata ou floresta é crime.

“Um incêndio florestal é o fogo fora de controle em qualquer tipo de vegetação, seja em mata, plantações ou pastos. Na maioria das vezes são causados por ação humana. Os incêndios florestais são crime e resultam na redução da biodiversidade, alteração da fauna, redução da umidade do ar, aumento da poluição e perdas materiais”, destaca o CBMSC.

Conforme dados dos bombeiros, entre janeiro e agosto de 2023, foram atendidas 1.853 ocorrências de incêndio em vegetação. Apesar do número ser menor do que o ano de 2022, quando foram atendidas 2.081 ocorrências, a corporação avalia que ainda é um número elevado.

Tópicos relacionados