Influenciadora de Joinville desabafa após estupro e prisão de suspeito: ‘não tem como reparar’

A jovem de 20 anos comentou sobre a repercussão do caso e as mensagens de denúncia e de hostilidade que recebeu após o crime

Juliane Guerreiro* Joinville

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“A justiça só vai ser feita quando eu puder andar na rua sem medo”, diz a influenciadora Nina Tobal, vítima de estupro em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Mesmo com o suspeito preso e já denunciado pelo Ministério Público, o sentimento é de injustiça. “Não tem como reparar”.

Estupro foi praticado em uma movimentada via da cidade – Foto: Reprodução/Google EarthEstupro foi praticado em uma movimentada via da cidade – Foto: Reprodução/Google Earth

A jovem de 20 anos usou as redes sociais para denunciar o caso e chamar atenção para a violência sexual contra a mulher.

“Espero que toda essa exposição reflita de uma forma positiva para outras mulheres e para que entendam que a gente precisa falar. Se eu não tivesse denunciado no dia, dificilmente ele estaria preso hoje”, diz.

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Desde que denunciou o crime, ela recebeu dezenas de relatos de outras mulheres que passaram por situações semelhantes. Porém, recebeu também palavras de ódio e de desconfiança sobre o relato.

“Mesmo falando, a gente é acusada de mentir. Mesmo falando com detalhes, tendo provas do que aconteceu, ainda sou tida como mentirosa, dizem que estou querendo ganhar fama. Eu sei que foi estupro, eu estava ali, eu senti”, lamenta a influenciadora.

O crime ocorreu enquanto ela caminhava pela avenida Hermann August Lepper, na região central da cidade, à luz do dia. O homem a seguiu, a empurrou e a ameaçou. Depois, se masturbou. “Ficou se esfregando em mim e eu não consegui gritar”. Por fim, ele ejaculou na calça da vítima.

Um dia depois do crime, o suspeito foi preso quando chegava à casa da namorada. Ele assumiu o ato, mas disse “não ter feito nada de mais”. A Justiça determinou a prisão preventiva do homem, que está no presídio de Joinville. O MP ofereceu a denúncia por estupro nesta quinta-feira (12).

*Com informações de Felipe Bambace, repórter da NDTV Joinville.

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