Internação de menina de 10 anos em hospital psiquiátrico revela estupro em SC

Mãe da menina teria negado a Polícia Civil o crime; padrasto foi preso suspeito pelo estupro em Pinhalzinho, no Oeste

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Redação ND Chapecó

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A internação de uma menina de apenas 10 anos em um hospital psiquiátrico levou um homem de 39 anos à prisão por suspeita de estupro de vulnerável. A menina é enteada do homem e morava com ele e a mãe em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina.

A menina era abusada sexualmente também na Venezuela. – Foto: Pixabay/Divulgação/NDA menina era abusada sexualmente também na Venezuela. – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

A prisão preventiva foi cumprida pela PC (Polícia Civil) na tarde desta segunda-feira (24) e o homem foi encaminhado ao Presídio de Maravilha, onde fica à disposição da Justiça. Segundo a polícia, a menina, assim como o padrasto e a mãe, é de nacionalidade venezuelana.

“Ela foi internada em hospital psiquiátrico porque apresentava comportamentos agressivos. Agia de maneira estranha, com revolta e  rebeldia. Chegou, inclusive, a agredir colegas de sala e professores”, revelou o delegado responsável pela investigação, Lucas Almeida.

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Conforme o delegado, em um dos surtos, a criança confessou na frente da diretora da escola, da mãe e do Conselho Tutelar, que era abusada pelo padrasto e afirmou que a mãe não fazia nada.

Porém, genitora negou a versão ao delegado. “Disse que era invenção da menina e que não sabia porque estava em uma delegacia. O tempo todo foi conivente com o crime, acobertando o companheiro. Por isso, também foi indiciada por estupro”, disse.

Almeida destacou que a criança já sofria abusos sexuais quando vivia na Venezuela. Os abusos eram de outros familiares. A mãe nunca teria tomado nenhuma providência a respeito.

“O que mais chamou a atenção foi a atitude do padrasto. Foi comprovado que ele dava beijos na boca da menina em roda de amigos. Ele levava ela aos lugares, em bares principalmente, como se tivesse um relacionamento amoroso. É algo deplorável”, acrescentou o delegado.

Menina segue internada

A criança segue internada em um hospital psiquiátrico de outra cidade para tratamento. “Agora, será decidido pela manutenção dela ou não no hospital. Não existem condições de deixá-la na casa da mãe”, comentou Almeida. Outros filhos pequenos da mulher vivem na casa com o casal.

O suspeito, quando interrogado, negou o crime. O delegado informou que o inquérito ainda não foi concluído, mas as provas do crime são evidentes. A menina deve ser ouvida em juízo. “Serão analisados os celulares do padrasto e da mãe”.

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