Cerca de 60 pessoas ligadas ao Movimento Sem Terra (MST) foram retiradas pela Polícia Militar de uma propriedade rural em Canoinhas, no Norte de Santa Catarina, durante a madrugada de sábado (21).
PM alega que ação foi pacífica e através de negociações – Foto: Polícia Militar/Reprodução/NDO caso aconteceu mais precisamente em Valinhos, localidade de Canoinhas. De acordo com a PM, a ação foi desmobilizada através de negociações.
Segundo o tenente-coronel Sasinski, de Canoinhas, diversas unidades do estado foram acionadas para prestar apoio à ação, que iniciou pela manhã de sábado e se estendeu ao longo do dia.
Seguir“Ao final da tarde nós conseguimos desmobilizar todos os invasores, sem nenhum disparo de arma de fogo, sem nenhuma violência, apenas convencendo os mesmos que estavam errados, e saíram do local”, afirma o tenente.
A PM declarou que três pessoas apontadas como líderes do grupo foram presas em flagrante pelo crime de invasão de propriedade e dano.
Também foram apreendidas foices, enxadas e machados do Movimento Sem Terra, e três veículos, entre os 26 utilizados pelo grupo, foram recolhidos ao pátio conveniado por infrações de trânsito.
“Cabe à Justiça”
A prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel (PSDB), afirmou que teve conhecimento da invasão por meio da Polícia Militar, e que imediatamente pediu apoio ao governador Jorginho Mello e à deputada Carol De Toni.
“Trata-se de uma fazenda no município. Se há qualquer tipo de discussão sobre a propriedade ou não das terras, isso cabe à Justiça. O movimento não pode invadir propriedade privada e por isso que entendo que a operação da PM foi exitosa com trabalho sério e responsável”, afirma a prefeita.
Grupo do Movimento Sem Terra (MST) teria invadido área na localidade de Valinhos – Vídeo: Reprodução/ND
Polícia Militar prendeu três pessoas apontadas como líderes do grupo – Vídeo: Reprodução/ND
A reportagem do portal ND Mais entrou em contato com o comando da Polícia Militar de Santa Catarina, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
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A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina se manifestou em nota:
“O Estado de Santa Catarina tem como princípios basilares a ordem e o cumprimento das leis. As invasões da propriedade alheia, seja qual for a motivação, devem ter enérgica resposta do Estado, vez que, a exemplo de outros programas estatais, a reforma agrária deve seguir os seus trâmites e postulados legais.
Neste sentido, uma vez mais desponta a atuação da Polícia Militar, como corporação que de pronto e com toda a agilidade que lhe é peculiar, fez valer o primado da lei, em contraponto à desordem que beirava se estabelecer. Por isso, o nosso reconhecimento ao trabalho realizado pela Polícia Militar de SC.”
MST se manifesta nas redes
O portal ND Mais também entrou em contato com o MST SC, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Nas redes sociais, o grupo publicou uma nota ainda no sábado (21) sobre a ocupação. De acordo com o MST, o caso teria acontecido em “uma área pertencente à União”.
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Após a ação da PM, o grupo divulgou nova nota, relatando que seis militantes do MST foram presos em um “despejo violento”.
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