Como a invasão terrestre de Gaza pode ser uma cilada para o Exército de Israel

Novo plano de guerra pode levar forças israelitas para "zona de morte" do Hamas na Faixa de Gaza

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Lídia Gabriella Florianópolis

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Após o vazamento dos planos de guerra de Hamas, foi revelado que o exercito de Israel poderiam ser atraídos para as “zonas de morte” na Faixa de Gaza.

Israel iniciou ataque no dia 7 de outubro – Foto: AFP/Divulgação/NDIsrael iniciou ataque no dia 7 de outubro – Foto: AFP/Divulgação/ND

Especialistas de guerra alertaram que escombros, causados ​​por ataques aéreos em curso, favorecem a cobertura de atiradores e explosivos. Além disso, um labirinto de túneis de 500 quilômetros do Hamas dá a oportunidade de cobrir vasta extensões de terreno.

Sendo assim, os ataques aéreos e terrestres pesados de Israel podem ser enfraquecidos, segundo os analistas do American Enterprise Institute para o The Sun.

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Por isso, é possível que o Hamas esteja utilizando a vantagem para se retirarem para a cidade de Gaza. Isso poderia atrair as forças israelitas para a morte.

Invasão terrestre na Cidade de Gaza se estenderá por muitos meses

Joe Buccino, ex-coronel do exército dos Estados Unidos, acredita que o Hamas utiliza o método para enfraquecer as vantagens das forças israelitas com tecnologia superior.

“A liderança das forças de Israel entende que o envolvimento em combate em áreas urbanas densamente povoadas e a aventura no subsolo retirarão aos militares israelenses a maioria de suas vantagens tecnológicas”, conta.

A estratégia ofereceria ao Hamas grandes vantagens acima e abaixo do solo. O ex-combatente afirma que os israelitas acreditam que a guerra terrestre a Cidade de Gaza se estenderá por muitos meses.

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    Mais de 10 mil palestinos foram mortos na Guerra, segundo autoridades de saúde controlados pelo Hamas - AFP/Divulgação/ND
    Mais de 10 mil palestinos foram mortos na Guerra, segundo autoridades de saúde controlados pelo Hamas - AFP/Divulgação/ND
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    Túneis podem se tornar zona de morte das forças israelitas - AFP/Divulgação/ND
    Túneis podem se tornar zona de morte das forças israelitas - AFP/Divulgação/ND
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    Israel iniciou ataque no dia 7 de outubro - AFP/Divulgação/ND
    Israel iniciou ataque no dia 7 de outubro - AFP/Divulgação/ND

Vale ressaltar que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não irá cessar fogo até que os reféns sejam libertos. A atitude desafiou os apelos dos líderes do Médio e do Papa.

“Os nossos inimigos julgaram-nos mal. Não haverá cessar-fogo sem o regresso dos reféns”, diz.

Além disso, ele ainda revelou que: “Simplesmente continuaremos até derrotá-los. Não temos alternativa”.

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