Investigação aponta fraudes cometidas por ex-funcionária do Ciretran de Chapecó

Polícia Civil de Chapecó, após dois anos de investigação, conclui inquérito que apontava possíveis irregularidades na atuação de uma ex-funcionária da Ciretran entre os anos de 2017 e 2018

Carolina Debiasi Chapecó

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Polícia Civil de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, concluiu a investigação que apontava possíveis irregularidades na atuação de uma ex-funcionária da Ciretran entre os anos de 2017 e 2018, bem como em dois despachantes de Chapecó. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário para prosseguimento da responsabilização penal dos investigados.

Investigação iniciou em dezembro de 2018 e concluído neste mês de outubro – Foto: Polícia CivilInvestigação iniciou em dezembro de 2018 e concluído neste mês de outubro – Foto: Polícia Civil

A mulher investigada foi afastada do quadro de servidores públicos da Ciretran de Chapecó ainda em 2018, segundo informou o delegado regional  de Chapecó, Ricardo Casagrande. A investigação iniciou em dezembro de 2018 após a Polícia Civil receber informações sobre as possíveis irregularidades.

De acordo com a polícia, a investigação apurou que a então funcionária pública teria praticado atos ilícitos, consistentes na aprovação irregular de auditorias, agilização de processos administrativos, usurpação de funções alheias, advocacia administrativa e exclusão indevida de dados no sistema do órgão de trânsito, além de outras irregularidades. Em troca, teria ganhado vantagens oferecidas pelos despachantes, consistentes em dinheiro e outros bens.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Envolvimento de despachantes

Conforme a polícia, a investigação também chegou a despachantes que estariam falsificando documentos, tendo acessos indevidos a módulos restritos do sistema Detrannet, divulgando a terceiros dados particulares contidos neste sistema, licenciando veículo de outro estado em Santa Catarina visando à evasão de tributo e anuência para liberação indevida de veículo vistoriado com sinais identificadores adulterados. Neste último caso, o funcionário da empresa de vistoria também foi indicado como autor do ilícito.

Testemunhas relataram a polícia a ocorrência das irregularidades, o que foi confirmado por registros de videomonitoramento, documentos e demais elementos probatórios colhidos. Além disso, quatro particulares beneficiados também foram identificados.

Os atos ilícitos atribuídos aos despachantes e vistoriadora credenciados serão comunicados ao Departamento Estadual de Trânsito, para aplicação de possíveis sanções administrativas.

Tópicos relacionados