Nos documentos enviados pelo Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde a criança foi atendida após a lesão, há relatos de uma psicóloga que afirma que a vítima interagia bem, mas chorava um pouco e dizia que queria ir para casa e que não queria entrar no carro em que se acidentou.
Outros relatos revelam que Enzo apresentava dois hematomas na bochecha, sendo um do lado direito e outro do lado esquerdo e assaduras nos glúteos, comprovando não só a fratura, mas também outras agressões sofridas naquele dia.
Agressões teriam sido acobertadas
No hospital, Jairinho e a mãe da criança alegaram que o fato teria decorrido de “acidente automobilístico”, o que fez com que ambos fossem indiciados por falsidade ideológica ao prestarem informação falsa em documento público.
O crime tem pena de reclusão de um a cinco anos. Segundo a polícia, Débora, mesmo sabendo dos fatos ocorridos com seu filho, continuou morando em um imóvel no bairro de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, que pertencia a Jairinho, local onde ocorreram outras agressões contra a criança posteriormente.
Ela não comunicou os fatos às autoridades, como também não fez à equipe de profissionais de saúde que atendeu a criança no dia da lesão grave. O comportamento é tratado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) como mera infração administrativa, que será devidamente informada à SMS (Secretária Municipal de Saúde). Débora continuou como amante do vereador até o final de 2020 e, ainda teve alguns encontros esporádicos em 2021.
Outros casos
O vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, e a professora Monique Medeiros, foram denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura contra o menino Henry Borel, de quatro anos.
Henry foi morto em oito de março no apartamento do casal, na Barra da Tijuca. Segundo a polícia, os crimes a que ambos foram enquadrados preveem penas que podem chegar a 30 anos de prisão.
Dr. Jairinho também já foi denunciado pelo MP-RJ pela tortura à filha de uma ex-namorada. De acordo com a denúncia, durante o tempo em que se relacionou com a mãe da vítima, o vereador se aproveitou para, nas oportunidades em que se encontrava sozinho com a criança, torturá-la física e mentalmente.