Jornal da Grande Florianópolis denuncia atentado a tiros em 2º ataque em menos de um ano

Inquérito policial vai ser instaurado na tarde desta sexta-feira; crime teria ocorrido na madrugada

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

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O jornal Olhovivocan, em Canelinha, na Grande Florianópolis, sofreu um ataque a tiros na madrugada desta sexta-feira (12), de acordo com Marciano Machado, proprietário do veículo.

Ele conta que os criminosos realizaram três disparos para o alto em frente à sede, localizada no km 08 da SC-410. É o segundo ataque registrado no espaço de um ano. Ninguém ficou ferido.

Este é o segundo ataque sofrido pelo jornal em menos de um ano- Foto: Arquivo/Polícia Militar/Divulgação/NDEste é o segundo ataque sofrido pelo jornal em menos de um ano- Foto: Arquivo/Polícia Militar/Divulgação/ND

O jornal também sedia a residência de Machado. Ele, a esposa e os filhos foram acordados com os supostos disparos por volta das 4h.

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“Os vizinhos perceberam dois carros, um na frente como batedor e um atrás. Após dar os tiros, os criminosos conversaram e depois seguiram sentido Canelinha”, conta Machado.

Após o susto, os moradores saíram de casa para ver o que ocorreu. “Não acreditamos que fosse possível”, desabafa. Como os tiros foram para o ar, eles não encontraram marcas, afirma Machado.

O jornalista registrará um boletim de ocorrência na tarde desta sexta, horário de funcionamento da comarca.

Em novembro do ano passado, também na madrugada, um homem atirou pedras contra a sede do jornal, estilhaçando o vidro. A ação foi registrada pelas câmeras do jornal. O proprietário afirma que não sofreu ameaças recentes.

Crime ocorreu em jornal de Canelinha, na Grande FlorianópolisJornal sofreu ataque em novembro do ano passado – Foto: Olhovivocan/Divulgação/ND

Falta de rondas

A cidade não contava com ronda policial durante o horário. Segundo o comandante Alcir Boaventura, três policiais militares estavam doentes. “No fim de semana em diante teremos o policiamento estabelecido em Canelinha”, destacou.

“A Polícia Militar vai aumentar as rondas no entorno da casa [de Machado] para evitar esse tipo de coisa. Acreditamos que é algum tipo de represália”, afirma Boaventura. Ele ressalta a necessidade de investigação, para comprovar que foram tiros.

Até o início da tarde desta sexta-feira (12), a Polícia Civil não tinha sido notificada do crime, segundo o delegado Aderlan Angelo Camargo, da comarca de Tijucas. Um inquérito policial deve ser instaurado na tarde desta sexta.

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