Juliano da Silva, um dos investigados na Operação Vigário, que ocorreu em 2020, morreu na última quinta-feira (7), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela PC (Polícia Civil) que o indiciou como integrante de um grupo criminoso que aplicava golpes em moradores de cidades de Santa Catarina.
Cartomante de Chapecó e mais três pessoas foram acusadas de golpe em SC — Foto: Polícia Civil/NDO delegado Thiago de Oliveira, da 1ª Delegacia de Polícia Civil em Chapecó, informou que o rapaz foi vítima de choque cardiogênico e parada cardíaca. Amigos de Juliano relataram que ele estava internado há cerca de sete dias por conta de problemas de saúde.
“A mãe dele solicitou o envio do corpo [para Chapecó], mas o ex-companheiro Fabrício não deixou, então foi enterrado lá no RJ”, detalhou o delegado.
SeguirInvestigação
Juliano Silva e mais três pessoas foram indiciadas por crimes de associação criminosa, estelionato e extorsão. Ele, o namorado Fabricio Yanovich, Samantha Andréa Yanovich, e a cartomante, Priscila Pérola Janoviche, chamada “Mãe Priscila”, teriam dado golpe em ao menos 20 pessoas em mais de cinco cidades do Oeste de Santa Catarina.
Fabrício Yanovich, Juliano da Silva e Priscila Pérola Janoviche – Foto: Polícia Civil/NDSegundo informações da investigação, as vítimas relataram que a cartomante cobrava por trabalhos milagrosos, como uma visão do futuro. As promessas, no entanto, nunca se realizavam. “O prejuízo estimado chega a R$ 900 mil, sendo que só uma vítima perdeu R$ 270 mil”, disse o delegado. A conversa com a cartomante custava R$ 50. Porém, a cada consulta a mulher exigia mais dinheiro, o que levou as vítimas identificarem os crimes.
O grupo chegou a ficar foragido, inclusive, a polícia fez buscas em outubro do ano passado, em Curitiba (PR), onde eles estariam escondidos, mas ninguém foi preso. Carros, cartões de publicidade, panfletos e máquinas de cartão foram apreendidos e nove contas bancárias bloqueadas.
Prisões
Parte do grupo, segundo a polícia, segue em liberdade, pois a justiça catarinense decidiu revogar o pedido de prisão. “Mas ainda está pendente a sentença, cabem recursos, não se descartando que Fabrício e Samantha ainda tenham que ser recolhidos ao cárcere em razão da pena aplicada”, disse o delegado. Priscila segue presa.