Jovem é indiciada por uso de osso humano em ritual de ‘magia’ contra ex em SC

Jovem de 19 anos foi indiciada por vilipêndio a cadáver por caso que aconteceu em Criciúma; ritual de “magia” com osso humano era para atingir o ex-companheiro

Foto de Luana Miguel

Luana Miguel Criciúma

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A Polícia Civil de Criciúma, no Sul do Estado, concluiu o inquérito que investigava uma jovem de 19 anos pelo crime de vilipêndio a cadáver (ato de violar ou desrespeitar o morto). Ela foi indiciada após ser acusada de utilizar um osso humano em ritual de “magia” para atingir o ex-companheiro.

Segundo a perícia, osso humano se trata de um fêmur Fêmur humano do ritual de “magia” foi encontrado na casa da mãe da vítima – Foto: PCSC/Divulgação/ND

Jovem teria feito ritual com osso humano

O caso aconteceu no dia 30 de junho, quando foram encontrados uma vela e um bilhete com o nome e data de nascimento da vítima, amarrados com linhas pretas a um osso humano. Os itens estavam na casa da mãe da vítima, no bairro Vila Esperança, também em Criciúma.

Dias antes, um galo sem cabeça, também enrolado em uma linha preta, já tinha sido encontrado no mesmo lugar.

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Homem também encontrou galo sem cabeça no local – Foto: PCSC/Divulgação/NDHomem também encontrou galo sem cabeça no local – Foto: PCSC/Divulgação/ND

Todos os itens foram recolhidos pela Polícia Militar, que esteve no local. Posteriormente, o exame pericial indicou que o osso era um fêmur humano. Além disso, câmeras de monitoramento mostraram que a suspeita esteve no local, com seu carro.

Ritual com osso humano era para atingir o ex

Em depoimento, a vítima, de 21 anos, afirmou que a suspeita teria colocado o material na casa de sua mãe para supostamente fazer ou desejar o mal. Na época, ele ainda afirmou que a ação fazia parte de um ritual religioso.

Inicialmente, a mulher negou qualquer envolvimento no caso. Porém, na segunda vez em que foi interrogada, a suspeita confirmou ter feito um “trabalho” para o ex-companheiro.

No entanto, disse que não usou os ossos e fez o ritual em outro local, com farinha, em uma encruzilhada. Ela ainda alegou que sua intenção era impedir que ele continuasse a persegui-la.

Em relação à perseguição, a jovem seguiu a orientação da PM e registrou um boletim de ocorrência, seguido do requerimento de medidas protetivas de urgência.

Agora, o caso irá seguir para o Ministério Público de Santa Catarina. O vilipêndio a cadáver envolve o ato de “desrespeitar, ridicularizar ou ofender a honra” de pessoas mortas. A lei prevê detenção de um a três anos, além de multa para quem cometer o crime.

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