Jovem é preso após furtar medicamento controlado em SC; farmacêutica alerta para riscos

O medicamento não pode ser utilizado sem a prescrição médica e tem potencial para causar dependência física e psíquica. Jovem confessou o furto e revelou os motivos

Foto de Angela Bueno

Angela Bueno Chapecó

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Um homem de 25 anos foi preso após furtar o medicamento zilepam, de uso controlado, em uma empresa de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. Ele alegou para a Polícia Militar que era para uso próprio, pois tem problemas para dormir.

O medicamento traz riscos para a saúde Medicamento somente pode ser utilizado após avaliação médica – Foto: Divulgação/Pixabay

Conforme a PM, a guarnição foi acionada pela própria empresa ao flagrar um dos colaboradores quando ele abriu uma caixa do medicamento e escondeu uma cartela nas próprias roupas.

O suspeito confirmou o furto e foi levado para a delegacia de Polícia Civil.

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Sobre o medicamento

A farmacêutica e presidente da Afarmachape – Oeste, Hortência Müller Tierling, alerta que o medicamento somente pode ser utilizado após uma criteriosa avaliação de um profissional médico.

Conforme a especialista, o zilepam pertence à classe dos benzodiazepínicos e o princípio ativo dele é o clonazepam. “Como um medicamento psicotrópico, ele tem potencial para causar dependência física e psíquica”, explica.

É um medicamento que causa a inibição leve do sistema nervoso e tem como consequência a ação anticonvulsivante, sedação leve, relaxante muscular e tranquilizante.

Nas farmácias eles precisam ser guardados em armários com chaves e sob a guarda de um farmacêutico responsável técnico do estabelecimento.

Zilepam saúde e medicamento para dormir O jovem confessou para a Polícia que furtou o medicamento – Foto: Polícia Militar/Divulgação/ND

Reações

Como reações adversas do medicamento, a farmacêutica citou a sonolência, dor de cabeça, cansaço, irritabilidade e perda do equilíbrio e da coordenação.

Ainda, o uso do medicamento juntamente com o consumo de álcool deve ser evitado, pois pode aumentar os efeitos clínicos do clonazepam. “Incluindo a sedação grave, depressão cardiovascular ou respiratória clinicamente relevante”.

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