Jovem que afirmava ser médium para abusar adolescente é condenado a seis anos de reclusão em SC

Réu, que tinha 18 anos à época, alegava precisar das práticas sexuais para não morrer; vítima acabou engravidando devido aos abusos sofridos

Foto de Manuela Linemburger

Manuela Linemburger Criciúma

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Um homem foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão por praticar o crime de violação sexual mediante fraude contra uma adolescente em Criciúma, no Sul de SC. Afirmando ser médium, à época, com 18 anos, o condenado abusou inúmeras vezes da jovem, manipulando-a para ter relações sexuais com ele por razões religiosas.

Jovem que fingiu ser médium engravidou vítima por não permitir o uso de métodos contraceptivos – Foto: MPSC/Reprodução/NDJovem que fingiu ser médium engravidou vítima por não permitir o uso de métodos contraceptivos – Foto: MPSC/Reprodução/ND

Réu afirmava ser médium para cometer os abusos

Os abusos resultaram em uma gravidez, fato considerado agravante da pena aplicada pela Justiça. Conforme a denúncia apresentada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), por meio da 12ª Promotoria de Justiça de Criciúma, o crime foi praticado entre 2019 e 2020.

A vítima e o réu se conheceram no Ensino Médio e o acusado, alegando possuir poderes mediúnicos e conhecimentos sobre vidas passadas, manipulou um grupo de adolescentes para serem submissos a sua vontade. Para convencer a vítima a manter relações sexuais, o réu alegava a necessidade de superar questões de vidas passadas que os envolviam e os impediam de “evoluir”.

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Na época, vítima era menor de idade e réu a manipulava utilizando aspectos religiosos, afirmando ser médium – Foto: Redes sociais/reproduçãoNa época, vítima era menor de idade e réu a manipulava utilizando aspectos religiosos, afirmando ser médium – Foto: Redes sociais/reprodução

O condenado também fingia passar mal, demonstrando falsos sinais físicos como tremores e desmaios e dizia que só melhoraria caso a jovem tivesse relações sexuais com ele. Além disso, uma das condições impostas pelo réu era a não utilização de métodos contraceptivos, o que levou a vítima a engravidar devido às práticas abusivas. O fato fez com que a Justiça aumentasse a pena.

A pena deve ser cumprida em regime inicial semiaberto.

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