Juiz nega prisão de hacker que invadiu celulares de autoridades

Magistrado alertou que a prisão de Walter Delgatti pode ser decretada caso o investigado descumpra medidas impostas

Foto de Agência Brasil

Agência Brasil Brasília

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O pedido de prisão de Walter Delgatti, um dos investigados pela invasão dos celulares de várias autoridades, incluindo o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Operacão Lava Jato, foi negado nesta quinta-feira (25) pelo juíz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

No entanto, o magistrado alertou que a prisão poderá ser decretada caso Delgatti continue a dar entrevistas à imprensa.

Investigado de hackear celulares de autoridades não teve prisão decretada – Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência BrasilInvestigado de hackear celulares de autoridades não teve prisão decretada – Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A prisão foi pedida na semana passada pelo Ministério Público Federal (MPF) após o investigado conceder entrevista a um site na internet. Segundo os procuradores, Delgatti violou a privacidade e o sigilo das pessoas que foram citadas.

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Ao analisar o caso, durante audiência nesta tarde, o juiz Ricardo Leite reconheceu que Delgatti estava burlando suas decisões anteriores que impediram a concessão de entrevistas e o acesso à internet, mas não decretou a prisão.

Leite disse que o investigado não pode divulgar o conteúdo das mensagens a que teve acesso ao participar do hackeamento das autoridades. “Ele extrapolou essa questão, falando das mensagens que foram invadidas. Não fica bem e viola o bem jurídico da intimidade, essa questão de dar publicidade”, afirmou.

Defesa

A defesa disse que Walter Delgatti não descumpriu nenhuma das cautelares impostas anteriormente pelo juiz e que o acesso à internet foi feito pelo próprio advogado. “As entrevistas não violaram nenhum bem jurídico. O acesso à rede mundial de computadores não foi feito pelo Walter”, declarou a defesa.

Delgatti Neto e outros acusados foram presos na Operação Spoofing, da Polícia Federal, deflagrada em 2019. A investigação apurou a invasão de celulares de autoridades. Segundo as investigações, os acusados invadiram os aparelhos por meio de uma brecha no aplicativo de mensagens Telegram.

Em setembro do ano passado, o juiz Ricardo Leite revogou a prisão dos acusados e a converteu em medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e a “proibição absoluta de acessar endereços eletrônicos pela internet – inclusive com a utilização de smartphones –, redes sociais, aplicativos de mensagens”.

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