Justiça cancela julgamento de motorista que matou duas ciclistas em Joinville

Júri do acidente que aconteceu no bairro Jardim Paraíso, em outubro de 2021, estava marcado para este mês de março

Redação ND Joinville

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O júri popular contra o motorista Carlos Batista Bento, acusado de atropelar e matar duas ciclistas em outubro de 2021, na cidade de Joinville, no Norte do Estado, foi cancelado pelo TJSC (Tribunal de Justiça). O julgamento estava marcado para ocorrer em 21 de março.

Motorista virou réu por atropelar e matar ciclistas em Joinville – Foto: DivulgaçãoMotorista virou réu por atropelar e matar ciclistas em Joinville – Foto: Divulgação

De acordo com o TJSC, o júri popular foi cancelado devido a realização de uma nova perícia no carro do acusado, que devia ocorrer antes do julgamento. O pedido foi feito pela defesa do motorista e acatado pelo MPSC ( Ministério Público de Santa Catarina).

Na decisão assinada nesta quarta-feira (1º), a juíza nomeou o perito responsável pela nova perícia e determinou o prazo de 30 dias para a entrega do laudo, prazo este que ultrapassa a data prevista para o julgamento.

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Na decisão, a magistrada também conferiu a gratuidade da justiça ao acusado “visto que as informações pessoais constantes na presente ação penal permitem aferir a hipossuficiência financeira do réu”.

Relembre o caso

O motorista Carlos Batista Bento atropelou Lindacir Rodrigues da Silva Morando, de 55 anos, e Thais Dias Gonçalves, de 25 anos, em uma ciclofaixa na avenida Júpiter, no bairro Jardim Paraíso.  O acidente aconteceu no dia 22 de outubro de 2021.

Atropelamento aconteceu no bairro Jardim Paraíso – Foto: Reprodução/InternetAtropelamento aconteceu no bairro Jardim Paraíso – Foto: Reprodução/Internet

As duas ciclistas estavam na ciclofaixa quando foram atingidas pelo carro dirigido por ele. Lindacir morreu ainda no local. Já Thais foi levada ao hospital em estado grave e teve morte cerebral confirmada após três dias de internação.

O acusado foi preso em uma região próxima ao local do atropelamento, foi solto após pagamento de fiança e preso três meses depois na Bahia, quando já era considerado foragido após expedição e mandado de prisão.

Carlos fugiu sem prestar socorro e alegou que ficou com medo de ser linchado. No entanto, foi abordado e preso pela Polícia Militar próximo ao local do atropelamento. O teste do bafômetro apontou o uso de álcool e, em depoimento, ele afirmou que o resultado positivo no teste era, na verdade, devido ao uso de enxaguante bucal.

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