Justiça ouve novas testemunhas sobre a chacina de Joinville que matou quatro pessoas

Crime ocorreu em janeiro deste ano no bairro Ulisses Guimarães

Redação Joinville

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A Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Joinville ouviu novas testemunhas sobre uma chacina que matou quatro pessoas em janeiro deste ano, no bairro Ulisses Guimarães. Esta foi a segunda audiência de instrução e julgamento do processo, realizada na segunda-feira (4).

Corpos das quatro vítimas foram encontrados em cova no bairro Ulysses Guimarães – Foto: PC/DivulgaçãoCorpos das quatro vítimas foram encontrados em cova no bairro Ulysses Guimarães – Foto: PC/Divulgação

A audiência transcorreu sem registro de intercorrências com depoimentos de sete testemunhas, duas de  forma remota e as demais presencial. Na sequência foi a vez dos suspeitos passarem por interrogatório, cinco deles estão presos no Sistema Carcerário e uma mulher em prisão domiciliar. O processo tramita em segredo de justiça.

Relembre o caso

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A chacina que matou quatro pessoas em janeiro ocorreu um dia antes de outro crime que impactou a cidade, quando seis pessoas foram mortas e seus corpos incendiados.

As investigações da Polícia Civil indicam que o caso se trata de um “tribunal do crime”, promovido por uma mesma organização criminosa, tendo como motivação a disputa por território entre facções.

De acordo com a denúncia do MPSC, os denunciados mantiveram as vítimas em cárcere privado para confirmar se elas integravam ou não a facção criminosa rival, “para então deliberar sobre a morte das vítimas, atuando numa espécie de Tribunal do Crime Organizado”.

Para o Promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos, “o motivo do crime foi torpe, em razão da guerra de facções criminosas instalada na cidade, uma vez que os denunciados entenderam que as vítimas teriam vínculos com a facção criminosa rival”.

Ele ressalta que “os homicídios foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, pois estavam sob o domínio de seus executores, os quais se encontravam em superioridade numérica, em cárcere privado, dificultando que esboçassem válida tentativa de defesa”.

Após a suposta execução das vítimas, os denunciados teriam ocultado os cadáveres. De acordo com a denúncia, “eles enterraram os corpos em uma região desconhecida nas proximidades do local em que foram mortos”.

Segundo consta nos autos, os cadáveres foram localizados somente no dia 22 de março de 2023, após uma denúncia anônima recebida pelas forças policiais.

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