O laudo da morte da técnica de enfermagem Yara Werner, de 46 anos, é inconclusivo. Segundo o delegado Ênio Matos, à frente da Delegacia de Homicídios, o fato de o corpo ter sido totalmente carbonizado impede uma análise que ateste o que a matou.
Amigos e entidades lamentaram morte de Yara Werner – Foto: Reprodução/Internet/NDA informação foi confirmada à reportagem do ND+ na manhã desta sexta-feira (15). Com os laudos inconclusivos, não é possível afirmar se Yara foi assassinada antes ou após ter sido queimada.
O delegado ressalta que as investigações continuam. Nenhum suspeito foi preso até esta manhã.
SeguirNa semana passada a Polícia Civil reduziu o número de suspeitos e se aproximou da motivação da morte da técnica de enfermagem. O corpo dela foi encontrado carbonizado em Florianópolis no dia 4 de abril, seis dias após seu desaparecimento.
Relembre o caso
Yara desapareceu no dia dia 29 de março e, desde então, diversas mensagens pedindo ajuda para localizá-la foram compartilhadas na internet. O caso começou a ser investigado inicialmente pela DPPD (Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas).
Conforme informação trazida pela reportagem do Grupo ND, ao menos 30 boletins de ocorrência ligados a Yara foram identificados pela Polícia Civil.
Por volta do meio-dia do dia 4 de abril, a PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) foi acionada, via disque-denúncia, informando a presença de “algo parecido com um corpo” nas imediações da rodovia Admar Gonzaga, na SC-404.
Ao chegar no local um cadáver foi encontrado, carbonizado e totalmente desfigurado. O corpo foi encaminhado à Polícia Científica (antigo IGP), que atestou a identidade de Yara por meio da arcada dentária.
A profissional de saúde atuava no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), na Capital, desde 2006. Ela trabalhava no serviço de Enfermagem da Clínica Obstétrica e da Coordenadoria de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente.