Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Leitor alerta para golpe do “aniversário” em que quase caiu

Todos sabemos que nossos dados pessoais, incluindo nome, endereço e data de nascimento estão disponíveis/vazados na internet

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“Aconteceu ontem por volta das 9h30min, quando um motoboy no portão da minha casa me chamava pelo nome e sobrenome para que fosse receber uma encomenda enviada por alguém. Foi meu aniversário, então, fui atendê-lo imaginando quem poderia ter me enviado um presente “surpresa”. Muito incomum para mim.

Golpistas queimam o filme de uma categoria de trabalhadores honesta. Foto: Flavio Tin/NDGolpistas queimam o filme de uma categoria de trabalhadores honesta. Foto: Flavio Tin/ND

No portão, e sem abri-lo, perguntei quem teria enviado a encomenda, mas o motoboy disse que somente após o pagamento do frete de R 6,99 seria revelado o nome de quem me enviou. Estranho, não é? Ele me entregou uma pequena sacola de papelão já um tanto amassada com cinco ou seis chocolates dentro, dizendo que o pagamento deste frete deveria ser feito somente com cartão débito ou crédito.

Achei estranho tudo isso, de não aceitar pagamento em dinheiro. Pois bem, peguei meu cartão e pedi para ver antes o valor de R$ 6,99 na maquininha do cartão (PagSeguro e que não emite comprovante), mas o entregador mostrou a tela do celular dele apenas com o valor de R$ 6,99, mais nenhuma outra informação no celular ou na maquininha.

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Mesmo bem desconfiado inseri o cartão na maquininha e ato contínuo o motoboy digitou algo no próprio celular dele que não pude ver, aí caiu minha ficha de que era uma roubada. Não digitei a senha e rapidamente retirei o meu cartão e não paguei. O falso entregador disse que devolveria a encomenda à loja e outro motoboy voltaria com a encomenda. Mentira, ninguém me ligou até agora para dizer que havia enviado o tal “presente.

“Por fim, decidi abrir o portão e ver a sua moto sem placa e estacionada à 100 metros da minha casa, onde uma mulher com uns 90 quilos já estava montada nela esperando pelo comparsa. Detalhe: ele não quis estacionar a moto em frente à minha casa, havia espaço até para um ônibus. Quase caí no golpe que nunca ouvi falar, bloqueei de imediato o cartão de crédito, por precaução.

Todos sabemos que nossos dados pessoais, incluindo nome, endereço e data de nascimento estão disponíveis/vazados na internet para quem se interessar, assim, vagabundos e picaretas como este falso “motoboy” se utilizam destas informações para criar novos golpes, como este de hoje.

Lamentável! Tomara que outras pessoas não tenham prejuízo.

Forte abraço, Cordialmente,  Jorge”.

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