O prédio que irá sediar um novo posto de saúde no Centro de Florianópolis foi alvo da força-tarefa DOA (Defesa, Apoio e Orientação) na última semana. O local, que já foi um posto de atendimento da Casan e foi cedido para a Prefeitura da Capital, teria sido invadido por usuários de drogas. O edifício de três andares fica em uma área nobre da cidade, na Rua Artista Bittencourt, nos fundos do Teatro Álvaro de Carvalho.
Assim que a reforma estiver pronta, a população vai contar com o terceiro centro de saúde na região central da cidade – Foto: PMSC/Divulgação/NDA estrutura está fechada há anos e deveria estar passando por melhorias, mas a reforma não aconteceu. No ano passado, a Secretaria de Saúde municipal anunciou que o espaço vai abrigar um posto de saúde para atender pessoas que trabalham no Centro e não conseguem frequentar os postos de saúde de seus bairros por causa dos horários.
A previsão era de que o posto de saúde estivesse atendendo a população neste semestre. No entanto, o prédio está abandonado.
Segundo o presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) Centro, Rodrigo Marques, “a força-tarefa DOA, quando ficou sabendo desse imóvel que foi invadido por pessoas em situação de rua, imediatamente se deslocou e ajudou a resolver isso. Isso é um prédio da Saúde municipal”.
A PM (Polícia Militar) constatou que o prédio era usado por pessoas que vivem em situação de rua. Para ter acesso a estrutura, eles arrombaram os cadeados. O local estava em estado insalubre.
“Foi visto que o patrimônio tinha sido realmente arrombado. Estava sendo utilizado para fins ilícitos. Então, foi acionado já a Comcap e os meios legais para que fizesse o devido isolamento do local”, contou o comandante do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar), tenente-coronel Dhiogo Cidral de Lima.
A ação da força-tarefa limpou toda a fachada do prédio. Os cadeados foram trocados e as portas receberam novas correntes. Tudo para impedir novas invasões. Segundo o comando da PM, um levantamento de imóveis que são alvo de depredações e invasões é feito em toda a região central.
De acordo com o tenente-coronel, o “patrulhamento é recorrente, para que não seja retomado pela situação de criminalidade”.
O secretário adjunto de Saúde de Florianópolis, Luciano Formighieri, explicou que os custos dos insumos necessários para a obra subiram durante a pandemia e “a empresa que havia ganhado a licitação, anterior à pandemia, pediu o reequilíbrio econômico para que pudesse tocar a obra. A Prefeitura atendeu aquilo que a lei autoriza atender, porque hoje existe a tabela Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices). A Prefeitura só pode conceder aquilo que está autorizado dentro dessa tabela. Como a empresa pediu além disso, não foi possível conceder o reajuste. Então a empresa pediu a rescisão contratual”.
Ainda conforme Formighieri, “na medida que for publicada a rescisão, o dinheiro já está reservado para que a gente possa concluir essa obra e atender os trabalhadores do Centro e também dos bairros, que no seu horário de trabalho poderiam ser atendidos aqui nessa unidade”.
Após a publicação da rescisão, uma nova licitação será aberta para a reforma do prédio. Com essa questão resolvida, a expectativa da Prefeitura é de que a obra seja concluída no máximo em oito meses.
Assim que a reforma estiver pronta, a população vai contar com o terceiro centro de saúde na região central da cidade, além da Policlínica Municipal do Centro, na Avenida Rio Branco, e do Centro de Saúde da Prainha, na Rua Silva Jardim. A expectativa da Secretaria de Saúde de Florianópolis é que a nova unidade atenda cerca de 1.500 pessoas por mês.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.