A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o lojista de móveis suspeito de aplicar golpes a clientes e fornecedores. O inquérito identificou 38 vítimas e um prejuízo que ultrapassa R$ 2 milhões em Chapecó, Oeste de Santa Catarina.
Suspeito foi indiciado pelo crime de estelionato e a polícia representou pela prisão preventiva do homem – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDLojista é suspeito de estelionato
Conforme o delegado Éder Matte, as investigações mostraram que o suspeito pode ter premeditado o prejuízo aos clientes, pois transferiu para familiares e terceiros os bens registrados no próprio nome e da empresa.
Ainda, foi possível provar que o autor adquiriu bens em nome de familiares e de terceiros com dinheiro do golpe aplicado às 38 vítimas.
SeguirSegundo a Polícia Civil, o suspeito não foi localizado e também não se apresentou na delegacia para esclarecimentos. Ele foi indiciado pelo crime de estelionato e a polícia representou pela prisão preventiva do homem.
Vítimas do golpe
Uma das vítimas do golpe conversou com a equipe de reportagem da NDTV e preferiu não se identificar. O cliente contou que em fevereiro começou as negociações para mobiliar a casa.
Após várias conversas com o lojista de móveis, fechou o negócio e a equipe tirou as medidas da residência para a instalação dos itens.
Com o objetivo de acertar alguns detalhes, a família se deslocou até a loja e se deparou com o estabelecimento destruído. “Não conseguimos mais contato”, relata a vítima.
Os móveis não foram entregues e o lojista desapareceu. A vítima teve o prejuízo de cerca de R$ 68 mil. “Fizemos o pagamento de 70% e, posteriormente, ele me chamou para quitar o restante da dívida com desconto considerável e optamos por pagar”.
O que diz a empresa?
Em nota, a empresa destaca que sempre conduziu os negócios de maneira ética e transparente. “As alegações de dolo e premeditação de prejuízo aos clientes são completamente infundadas e não condizem com a realidade dos fatos”.
A empresa explica que o que ocorreu foi a falência, resultado de dificuldades econômicas nos negócios. “Os sócios encontram-se afastados da empresa devido a ameaças concretas de morte recebidas recentemente, nos quais há provas inclusive”, detalha.
Em relação às transferências de bens, a empresa alega que não há provas concretas de que as ações tenham sido executadas e os bens existentes foram utilizados para o pagamento aos funcionários.
Ainda, conforme o estabelecimento, o suspeito não foi notificado oficialmente sobre a necessidade de comparecer à Polícia Civil. “Ele está disponível e disposto a colaborar integralmente com as investigações”.
Sobre as vítimas, a nota destaca que o fechamento recente da empresa não permitiu tempo hábil para resolver as pendências. “Estamos empenhados em buscar soluções e acordos justos com todos os clientes e fornecedores afetados pela situação”.