Lula pede ‘intervenção internacional’ em Israel e apela: ‘crianças não são reféns’

Cessar fogo em defesa das crianças israelenses e palestinas é 'urgente', na avaliação de Lula; Brasil ocupa presidência provisória do Conselho de Segurança da ONU

Daniela Ceccon Florianópolis

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O presidente Lula fez um apelo, nesta quarta-feira (11), à comunidade internacional buscando uma ‘intervenção urgente’ no conflito entre Israel e o grupo terrorista do Hamas. Segundo ele, um cessar fogo é necessário “em defesa das crianças israelenses e palestinas”.

Lula faz apelo para 'intervenção internacional' em conflitos em Israel - Foto: Jalaa Marey/AFP/NDLula fez apelo para ‘intervenção internacional’ em conflitos em Israel – Foto: Jalaa Marey/AFP/ND

Na publicação feita no X (antigo Twitter), o presidente Lula se posicionou frente à repercussão internacional da guerra no Oriente Médio, que já matou mais de duas mil pessoas.

“O Brasil, na presidência provisória do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) se juntará aos esforços para que cesse de imediato e em definitivo o conflito. E continuará trabalhando pela promoção da paz e em defesa dos direitos humanos no mundo”, afirmou Lula.

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Lula fala em libertação de reféns

O presidente do Brasil também fez um apelo direcionado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para que a comunidade internacional tome atitudes para a libertação de reféns em ambos os lados. Para Lula, é preciso “humanidade na insanidade da guerra”.

“É preciso que o Hamas liberte as crianças israelenses que foram sequestradas de suas famílias. É preciso que Israel cesse o bombardeio para que as crianças palestinas e suas mães deixem a Faixa de Gaza através da fronteira com o Egito”, escreveu Lula.

Crianças mortas pelo Hamas

Ainda no início dos ataques do Hamas a Israel, no sábado (7), o grupo terrorista teria matado cerca de 40 bebês na comunidade agrícola de Kfar Aza.

A informação foi confirmada por um general israelense ao canal de notícias i24 News. Algumas das crianças teriam sido decapitadas.

O repórter foi um dos jornalistas que acompanhou a expedição das Forças de Defesa de Israel, que levaram dezenas de profissionais estrangeiros até a comunidade para presenciar a destruição provocada pelos terroristas.

Na publicação, Lula também cita que “crianças jamais poderiam ser feitas de reféns, não importa em que lugar do mundo”, lamentando as mortes de civis.